Posted by: Ericka Rocha on: 8 Julho, 2009
Toda vez que entro num ônibus me dá uma vontadezinha de chorar… Costumo me fingir de forte, abro um livro, escuto músicas e deixo a paisagem da janela me consumir, mas dái começo a lembrar da vida toda, pensar em como eu tenho sorte, azar, tudo ao mesmo tempo. Se eu estiver com o celular na mão, então… Segura.
Sou uma pessoa sonhadora. Já fui, voltei, fiz, me arrependi, vivi. Foram incontáveis as lágrimas choradas nos últimos 5 anos e o coração já até se acostumou com o aperto na hora do adeus.
Precisamos partir. Para os sonhos, para os planos e para fazer com que a vida aconteça daquele jeito todo imprevisível, de dar nó no estômago. Hoje, quero estar longe das pessoas que mais amo em detrimento de outras que, a cada dia que passa, amo mais. Não sei como isso é possível, como posso ter o coração sempre repleto de sentimentos bons, ruins, confusos, complexos. Divididos. Só sei que sou toda desejos, minha cabeça vive nas estrelas.
Às vezes me pergunto se as minhas escolhas são racionais ou emotivas, fico com a segunda opção. Eu sou coração pulsante num cérebro congelado, não me constranjo em dizer que acredito naquilo que todos tem de melhor dentro de si. Pode ser tolice, mas vivo de amor.
Por um amigo, um parente, um vizinho, um conhecido… Sou capaz de coisas inimagináveis. O que bate no meu peito nao tem limites, nem proporções. É um altruísmo esquisito que me faz suar frio, desatinar, me arrepender, voltar, refazer… Uma loucura só. Acho esse papo de ser racional dificílimo, ser assim, passional como eu, é bem perigoso.
Ando bem redundante nos meus textos.
Vale a pena? Vale. Todo mundo tem um motivo para sorrir nos dias de chuva, eu tenho vários. Em Santos, São Paulo, São Carlos, Rio Claro, Londres, Holanda, New Jersey… É tanto amor, e tanta fé, e tanta vontade de viver tudo aquilo que há (e que ainda não há) que dá vontade de gritar pro mundo o quanto eu amo, me importo, faço questão, sinto falta, tenho ciúmes, sou feliz, infeliz, irracional…
E eu grito. E alto. E, de fato, tem valido a pena.
Posted by: Ericka Rocha on: 2 Julho, 2009
De repente tudo começou a dar muito errado. Minha avó, cardíaca, teve estranhamente uma hipotensão ao invés de uma hipertensão e ficou internada por 7 dias. Fiquei com medo de perdê-la dessa vez, mas daqueles medos bem insanos, pior do que todos os que eu já senti. Depois foi a minha cachorra com câncer de mama. A gente não fica pensando muito quando vai perder um bichinho e eu, particularmente, prefiro acreditar que eles vão durar pra sempre. Aliás, o tumor dela está enorme, não me perguntem o que eu pretendo fazer porque eu também não sei.
Aí vem minha mãe, com dores de cabeças bizarras e terror noturno. Ela acorda gritando, com o cérebro prestes a explodir. E geme, e chora, e me acorda pra fazer chá. Logo eu, que já não durmo NADA, fico com peso na consciência de pensar em fechar os olhos; vai que alguma coisa aconteça?
Ontem foi meu pai. Suando sem parar, gemendo num pesadelo do qual ninguém conseguia fazê-lo acordar. Isso, unido ao grito da minha mãe, me acordou subitamente pela 4ª vez na noite. Obviamente, não consegui mais pegar no sono.
Não tenho medo da morte, da MINHA morte, tenho medo da solidão. De ver as pessoas que eu amo sumirem por entre os meus dedos, mesmo sabendo que elas estarão melhores que eu, ao lado de Deus, como muitos de vocês sabem que eu acredito. Dói, dói fundo, não sei se sei viver sem eles, provavelmente sim, mas não estou preparada pra isso.
Aí eu começo a me cobrar, um emprego, um futuro, uma vida melhor pra mim e menos onerosa pra eles. Aí acho que tudo isso parece meio egoísta, e é, e lá vou eu passar noites em claro escrevendo textos e mais textos para desabafar.
Hoje de manhã meu notebook não inicializava. Que ironia. Até ele, meu fiel escudeiro, resolveu dar os últimos suspiros antes mesmo de eu postar esse texto? Parece que não foi dessa vez. Ainda assim, temo que o fim de todas as coisas esteja próximo… E eu vou precisar de vocês porque de mim mesma eu juro que não sei cuidar.
Posted by: Ericka Rocha on: 1 Julho, 2009
Abri meu coração para as melhores amigas que alguém pode ter. Funcionou.
Incrível como às vezes precisamos ouvir coisas que já sabemos para nos convencer de que elas fazem mesmo sentido. Mais incrível ainda é perceber que, vez ou outra, todo mundo acaba sentindo mais ou menos as mesmas coisas e podendo aconselhar, consolar ou xingar se for preciso.
Ontem eu tava me sentindo um lixo, hoje nem estou mais. E daí se ele não morre de amores por mim? Uma hora ele pode vir a morrer, ou não, mas são riscos. Dos quais eu andava me privando de viver. Aliás eu sou uma medrosa, me jogo nas coisas, mas vivo montando colchões de ar por aí pra que a queda, quando ela existir, seja mais amena. Não adianta. Já que eu estou envolvida até o pescoço vou mais é continuar aproveitando, sonhando, planejando e vivendo o que existe porque tá bom por demais da conta. E mais: nunca estive tão feliz e tranquila com alguém.
Continuo com medo. Continuo pensando no que mais eu posso fazer para ser melhor, incrível, única, apaixonante! Mas com a total noção de que mesmo que eu faça tudo, não há nada que eu posso fazer.
E é isso aí, né? Controlar o incontrolável é coisa de Deus.
Posted by: Ericka Rocha on: 30 Junho, 2009
Depois de um tempo o envolvimento torna-se inevitável. A cabeça sabe o que fazer, mas o coração já está todo bobo, despreocupado, com certeza de coisas completamente incertas.Aí que todo mundo começa a pergutar “o que são vocês, afinal?” e a gente diz que não é nada, como se quem não fosse nada um pro outro agisse daquele jeito. As evidências apontam para o óbvio e você precisa ir com calma. Palavras, infelizmente, são só palavras e não adianta se desesperar: quando um não quer, dois não ficam juntos.
Eu não estou em crise, estou é morta de medo porque a possibilidade de ficar sem ele…Sei lá…Me apavora. E os bons momentos passados já não fazem mais tanto sentido, parece que alguma coisa foi cortada por dentro, sabe? Porque, afinal, e os sonhos? E os planos? E o desejo de dormir daquele jeito por infinitas noites? Coisa só da minha cabeça?
E o primeiro sentimento é de despeito, depois solidão, depois você se sente babaca; porque os apaixonados de fato o são.
Aí você vai dormir pra afastar do pensamento as infinitas possibilidades de sofrimento e pra enganar um pouco aquela dorzinha no peito que insiste em incomodar - e que você achava que não iria sentir dessa vez.
E acorda no dia seguinte com aquela agonia esquisita e aquele pavor de, talvez, ter mesmo que deixar tudo que viveu, no fundo do armário.
Posted by: Ericka Rocha on: 23 Junho, 2009
Eu não tava dando muita bola pra essa coisa do diploma de jornalismo. Sou tão desencanada da profissão que não acho mesmo que vá mudar alguma coisa do que já é atualmente: péssimos salários, mercado escasso para recém formados, e bi bi bi e blá blá blá. Nada que profissionais de outras áreas também não encarem.
Eu fiquei REALMENTE doida com essa história toda quando ouvi de alguns amigos (inúmeras vezes) que qualquer idiota que saiba escrever e que faça isso num blog pode ser chamado, também, de jornalista. Não é verdade. Jornalismo vai muito além de escrever bem. Aliás, isso que vemos hoje em dia em jornais, revistas, televisão, rádio e sites não é jornalismo. São vãs repetições de pseudo-informações mal apuradas, difíceis de engolir pelas classes baixas, tidas como verdade pela classe média e manipuladas pela classe alta. #teoriadocaos.
Escrever sobre aquilo que gosta, sem prazos, compromisso, apuração, reais interesses políticos, econômicos, editoriais e sem a preocupação de vender, ser bem compreendido e VEROSSÍMIL é muito simples. De verdade. É literatura, é hobby, é prazer. É o que eu faço num blog. Um jornalista que trabalha em redação, caso algum desinformado ainda não saiba, faz de 6 a 12 matérias por dia num período médio de 8 horas.Ele entrevista, resume, transcreve, escreve, reescreve, atende telefonemas, agenda novas entrevistas, passa por um crivo editorial que, via de regra, discorda de TUDO que está escrito no papel e exige mais rapidez, mais coesão de idéias, mais clareza e mais, mais, mais… Pra depois reduzir toda a matéria ao mínimo. Tudo em favor da publicidade.
É uma corrida contra o tempo, uma pesquisa que pode ter resultados catastróficos se não for bem feita (e sempre tem), dores de cabeça, cafés e pressão o tempo todo. Como em muitas outras profissões, que eu bem sei. Mas as outras profissões são TREINADAS para tal, como um jornalista, em sua GRADUAÇÃO, também é. Taí a importância do diploma. Existe uma coisa chamada LEAD, existe uma certa estrutura certa para que a informação seja melhor absorvida, existe uma história que deve ser compreendida por traz de tudo aquilo, uma sociologia, uma filosofia e toda uma compreensão de mundo que é necessária para ser BOM. A faculdade ensina isso.
Existem mil regras gramaticais, mil estilos que podem ser seguidos, explorados, inovados, livros de diversos assuntos para ler, certa postura diante das câmeras, jeitos diferentes de se comportar e passar a informação. Ou você ainda tem a velha idéia de que jornalismo só é feito de forma escrita? E MAIS, como qualquer literatura? Se não fosse algo diferente, não seria complexo, polêmico e ameaçador como é. Existem blogueiros muito mais competentes que muito jornalista formado por aí? Claro que sim. Mas também existe muito médico açougueiro, engenheiro ladrão, advogado incoerente…E por aí vai.
Amo a essência do jornalismo, preciso me colocar profissionalmente e vender meus textos porque além de pseudo “formadora de opinião” sou parte do sistema capitalista e tenho sonhos, desejos, vontades e um modo remunerado para alcançá-los. E assim como você faz contas o que eu sei fazer é escrever (e desenhar) pra viver.
Ainda bem que entre mortos e feridos eu tinha um plano B desde o começo. Ainda bem.
Posted by: Ericka Rocha on: 18 Junho, 2009
Eu sou praticamente uma terapeuta. Problemas em casa? No trabalho? Crises no relacionamento? Me liga que eu te ajudo. Se a ajuda fugir muito do meu alcance eu pelo menos sei escutar (e rir da cara das coisas ruins). Chorar resolve o quê, não é mesmo? Xô baixo astral.
Pois bem, como em casa de ferreiro o espeto é de pau, na minha vida mesmo eu não resolvo muita coisa. E estava mais uma vez chorando as pitangas online com dois mega amigos e conselheiros quando pensei no meu homem ideal. Na verdade, não só no meu, NO HOMEM IDEAL, que toda mulher deveria querer para si. Vou explicar como é.
O homem ideal deve mentir quando for necessário, mas não daquela forma cafajeste. Ele deve falar aquilo que a gente quer ouvir, simplesmente porque quer fazer a gente feliz. E ele vai mentir tanto pra si que vai acabar sentido e desejando de fato tudo aquilo que diz…Galera, paixão é uma mentira, deixa eu contar pra vocês.
“Nós vamos ficar juntos pra sempre?” “Com certeza.”
“Você acha que eu estou gorda?” “De maneira nenhuma.”
“Você sente a minha falta?” “Todos os dias.”
Tem coisa mais gostosa do que sonhar quando se está apaixonado? Agora, tem coisa pior do que tomar, a cada 30 segundos, balde de água fria? Eu quando gosto de alguém não tenho vontade de largar da pessoa nunca mais, mesmo que o nunca mais dure 1 mês. Eu planejo nome de filho e até caso em Las Vegas se bobear. Sou doida da SILVA.
O homem perfeito deve ser decidido.
“Vamos comer no restaurante XIS, NAQUELA mesa porque é a melhor e vamos ver o filme TAL, em TAL hora porque me contaram que é muito bom.”
Ele deve mostrar segurança, planejamento. Ele QUER estar com você, ele pensou em tudo da forma mais perfeita possível pra te ver feliz. Anda difícil achar homem assim. Odeio a frase “ah…vamos pra onde vc quiser, num pensei em nada…Tanto faz.”
¬¬
OKAY, próximo item…
Aaahhh… Esse é o meu preferido… O homem ideal deve SURPREENDER, me tirar dos eixos, me virar a cabeça.
“Se arruma em 10 minutos que eu tenho uma surpresa!”
“Vamos até São Paulo agora?”
“Te comprei esse presente sem motivos, acho que vc vai amar”
“Te mandei um e-mail hoje à tarde… Dá uma olhada…”
E nesse item também estão incluídas as coisas bobas do dia a dia, as tãããooo comentadas sutilezas. Odeio rotina. Gosto de uma vida louca, meu último post, inclusive, foi sobre isso.
E o último item… O homem dos meus sonhos deve ser sociável e me fazer rir. Pra ele num tem tempo ruim, num tem amigo chato, num tem rolê miado, num tem ciuminho bobo. Se o dia tá chuvoso a gente joga truco e tá tudo certo, se tá calor, bora pra praia…E por aí vai. Eu sou assim. E no dia que eu achar um homem desses, se é que ele existe, eu caso, já é.
De resto, só quero que ele me ame. SÓ. Mais nada.
Posted by: Ericka Rocha on: 17 Junho, 2009
Para ler ouvindo: Depois te ter você – Adriana Calcanhoto
Se eu fosse escrever um livro sobre a minha vida omitiria muitas coisas, provavelmente as mais interessantes. Não teria coragem de fazer nem 10 cópias para entregar aos mais chegados e se fosse pensar nos 5 mais íntimos que leriam aquilo na íntegra, sem se horrorizar, não encontraria ninguém.
A vida é mesmo muito louca, eu sei. E a minha muito mais. Entre ação e drama eu tenho mais enredo que novela da Globo; casos de amor, traição, paixão, desejo, ódio, mágoa, sonhos (realizados, perdidos…), Santos e São Paulo. PHD em impulsividade.
Guardo tantas coisas pra mim que perco o controle do que eu sonhei ou vivi. Se lá no céu passar mesmo num telão, pra todo mundo ver, os melhores momentos da minha vida, me mandariam para o inferno nas primeiras cenas, pode crer. E eu não fico nada feliz em ser assim.
Tenho algo dentro de mim que é mais forte que as convenções, que as leis, que os limites, que o certo e o errado, que qualquer coisa que me impeça de ousar; sou meio bicho solto, sem limites, eu tenho sede é de viver. Não deveria, porque também tenho coração, mas ele anda bem, feliz, tranquilo e batendo no compasso certo dessa vez. Pelo menos por enquanto.
Em alguns episódios da minha novela mexicana eu não gostaria nem de saber que horas são. Queria ter fingido que tudo era mesmo pra sempre, que o amor existia e que os telefones do mundo não haviam, todos, idos para outra dimensão.
Eu quero acreditar novamente nas palavras e nas pessoas como antes, naquelas que tantas e tantas vezes eu acreditei e tanto me desiludi. Quero morrer de amor e continuar vivendo, adoro essa frase! E mudar, pela última vez, a ordem das coisas.
E eu vou conseguir. Só preciso de mais um bocadinho de juízo.
Posted by: Ericka Rocha on: 15 Junho, 2009
Ando tendo tempo de sobra pra fazer nada, mas chega uma hora que comer e dormir não é mais tão prazeroso quanto parece. Na verdade, dormir até as tantas só é bom quando não podemos fazer isso todos os dias descompromissadamente… Comer é bom em qualquer situação, MESMO, mas pode ser feito simultaneamente com alguma outra atividade nerd. Enfim… Resolvi fazer um post listando todas as minhas ocupações para os dias ociosos (e tenho certeza que vc tem umas outras tantas pra me recomendar!) Segue abaixo…
1- Jogue LETROCA. Letroca é um joguinho de formar palavras que me persegue desde os tempos de faculdade, quando a Lette me recomendou. É viciante e vai tomar TODO o seu tempo, a ponto de vc não conseguir responder as msgs do MSN.
2- Fuce orkuts de amigos de amigos desconhecidos pelo simples prazer de perder tempo. Esse é tradicionalmente um passatempo pra qm não faz nada e, de quebra, adora uma fofoca.
3- Veja tutorias de make-up em todos os blogs possíveis, teste tudo no próprio rosto e fique parecendo uma palhacinha: de pijama largo e tooodaa maquiada.
4- Procure, imprima e monte papertoys. Esse era meu maior vício até eu quebrar a minha multifunional. ¬¬
Dica quente: Imprimam numa máquina à laser e de preferência em papel couché.
5- Baixem e leiam e-books, geralmente de auto-ajuda. São rápidos, leves e nada acrescentam. Ócio improdutivíssimo.
6- Estudem algo que realmente gostem. Mitologia Grega, Japonês, Xamanismo ou História da Arte. É DIFERENTE estudar por prazer. Nerd que é nerd sabe disso.
7- Baixem tudo que existir do Poderoso Chefão em video e não assistam. É chatissimo. Mas demoooraaaaaaaaaaaaaaaaaa que é uma beleza! Rs…
8- Pesquisem coisas que jamais vão comprar, mas tem o desejo de possuir: jogos para play3, câmera digital profissional, tv de LCD, Iphone3G novo em folha, Macbook de última geração, HD externo, Ipod Classic de 1 milhaõ de gigas…Por aí vai. Sonhar faz bem.
9- Escreva. Seja no twitter, scraps no orkut, num blog, num site pessoal, nas fotos do flickr…Apenas escreva.
10- Edite todas as imagens que tiver no computador e organize-as… Se não souber como fazer isso aprenda em algum tutorial no youtube e FAÇA. Fundamental.
11- Falando em organizar…Baixe o Itunes e arrume os nomes de todas as músicas que vc tiver no pc e, se possível, baixe TODAS AS CAPAS DOS ALBÚNS REFERENTES A CADA UM. Trampo.
12- Leia e favorite todos os blogs que puder sobre tudo que te interessar e ainda comente em cada um deles. Isso toma tempo.
13- Pegue uma receita de brigadeirão, que é bem fácil de fazer, e execute-a. Fica sensasacional.
14- Compre livros em inglês na Amazon. Impostos sob livros não são cobrados e no gringo eles são MUITO baratos.
Posted by: Ericka Rocha on: 31 Maio, 2009
Que a vida é uma loteria diária a gente sabe, mas no amor… As coisas chegam a surpreender.
Hoje descobri que um amigo bem amigo gosta muito de mim, de verdade. E ele é bonito, inteligente, tem futuro e um excelente papo. Acredita nas mesmas coisas que eu, vai aos mesmos lugares e temos um milhão e meio de afinidades… Assim… Perfeito. Exceto pelo fato de eu não sentir a menor vontade de estar com ele.
Depois de ouvir inúmeras piadinhas na mesa do bar, parei para analisar meus relacionamentos antigos um a um e tentei encontrar algum tipo de padrão que fizesse sentido: não achei. Só guardo comigo a certeza de nunca mais namorar sem morrer de amores, sem faltar o ar, sem saudades e sutilezas. No meu antigo blog falei sobre elas (as sutilezas), mas como fechei há tempos aquele diário pessoal – e praticamente reabri um novo capítulo aqui – cabe comentar um pouco sobre elas.
Não basta apenas gostar, tem que demonstrar. E não importa de quais formas, elas não precisam ser absurdas. Aliás, sutilezas são detalhes. É a mensagem quando sentimos aquele aperto de saudades, o e-mail contando sobre o dia. É fazer questão de acompanhar o outro aos lugares em que, sem amor, jamais iríamos. É falar naturalmente sobre os sentimentos, elogiar por coisas simples, agradecer aos céus por ter encontrado uma pessoa tão incrível para compartilhar os dias: até àqueles em que desejamos estar sós.
Existem pessoas que estão juntas por conveniência e eu acho isso triste. Como é bom ter o coração acelerado, como é bom fazer alguém de fato feliz e ter a certeza de que aquilo é real, sejam por segundos, minutos, dias, meses… Pelo tempo que durar.
E é exatamente pela sensação de nó no peito, pelas borboletas no estômago… Por dormir e acordar querendo saber do outro… Por tudo aquilo que sentimos ao estarmos apaixonados – aquelas coisas próximas à loucura – que jamais olharei o meu amigo com outros olhos.
Sem medo de perder.
Posted by: Ericka Rocha on: 25 Maio, 2009
Twittei um negócio agora pouco que me provocou um mini arrependimento por falar demais sobre a minha vida pessoal e até me fez ter um bocadinho de vergonha, sabe? Logo eu, com essa minha cara de jatobá, sentindo vergonha. Pode? Não, não pode.
5 minutos depois justifiquei as minhas palavras pra mim mesma com o seguinte pensamento: tenho todos os motivos do planeta por ter preguiça de viver nesse momento e explicarei o por que. O twitt foi o seguinte:
“Odeio qnd meu futuro depende única e exclusivamente do meu esforço. Sou a sra.preguiça.”
E por hora, sou mesmo. Tô cansada de andar na esteira da vida olhando lááááá na frente um pedação enorme de picanha sem conseguir alcançá-lo. Entenderam a analogia?
As coisas tem seu tempo e seu jeito de acontecer. E eu fiz 4 anos de jornalismo e nem gostei. E eu voltei pra casa dos meus pais depois de morar fora e acho que regredi. Aí, descobri desenho industrial, me apaixonei, e resolvi desenhar. Mas pra ser designer tenho que voltar pra SP, ter dinheiro, passar na porcaria do vestibular (que eu jurei que nunca mais iria me preocupar) e já viu, né? Tudo isso em 6 meses. Surtada? Imagine! Só porque tenho 21 e me sinto com 15? Só porque talvez tenha que prolongar meus sentimentos de fracasso por mais 6 meses se tudo der errado? Só porque ando tendo que reviver dramas há tempos abstraídos, do tipo: por que um número elevado a -1 vira uma FRAÇÃO???
WHAT?
Não sou de fato preguiçosa, sou até bem cabeça dura quando eu quero. Corro MESMO atrás, mas minha vida anda com cara de porta de bar texano – num vaivém constante e entediante que não me leva pra onde eu quero. E o vestibular tá pertinho, meu tempo de preparo se esgotando, meus nervos estourando e a ansiedade me consumindo. E agora surge uma paixonite deliciosa – que eu tanto desejei – pra entrar na minha wishlist de “quando eu estiver em Sampa…”.
Oloko.
Às vezes acho que deveria tomar florais.