Almost dead.

Posted by: Ericka Rocha on: 25 Novembro, 2009

Relacionamentos: a parte mais complicada da vida.

Eu que achava que já tinha visto, vivido, presenciado um pouco de tudo, sempre me deparo com casos de querer matar ou morrer por amor no meu divã online.

Ele e ela são loucos um pelo outro. Ele e ela já perceberam que não conseguem viver um sem o outro. Ele e ela não podem ficar juntos porque ele e ela… Já tem outros alguéns na vida pra chamar de seus. Puta mundo injusto, não é?

E quando a vida prega dessas, como eu sempre costumo dizer, as pessoas tentam racionalizar os sentimentos. Tentam fazer a matemática da vida colocando todos os fatores em questão na maldita balança, que só serve mesmo pra desanimar gordinha em começo de dieta. Essa balança não existe, certo e errado não existem, chega uma hora em que nada mais existe.

E são sucessivos aborrecimentos, ciuminho daqui, ciuminho de lá, ligações escondidas, mensagens anônimas, consciência pesada, declarações, promessas… E os relacionamentos oficiais dos envolvidos vão ficando cada vez mais comprometedores, cada vez mais complicados, cada vez mais falsos. E cada vez menos desmembráveis, sufocantes… E os sentimentos de verdade vão pro bolso. Porque dizer a verdade dói muito mais que ser infeliz, às vezes.

O que fazer?

A Marina sempre diz que o importante na vida é ser feliz e não ter razão. Na verdade ela não diz exatamente isso ela se questiona, apenas:  ser feliz ou ter razão? Porque, incrivelmente, parece impossível as duas coisas caminharem lado a lado.

“O coração tem razões que a própria razão desconhece.”

E lá vamos nós sermos mais um pouquinho infelizes dia-a-dia, mais filhos da puta,  porque fazer o outro infeliz é muito, muito feio. Vamos casar por inércia, ter filhos por consequência e nos divorciarmos por desgaste.

E não há nada mais que eu possa dizer pra mudar isso.

Holly shit.

Posted by: Ericka Rocha on: 15 Novembro, 2009

Se todas as confusões que afligem o nosso coração fossem escutadas com urgência e resolvidas racionalmente pelo nosso cérebro faríamos miseravelmente infelizes grande parte das pessoas que amamos.

Seria mais fácil ser um vegetal. Animais e racionais, além de instintivos, pensam demais.

Confused clock.

Posted by: Ericka Rocha on: 18 Outubro, 2009

1 dia. 24 horas. 1440 minutos. 86400 segundos.

Tempo para acordar, comer e  trabalhar. Tempo para  rir, chorar, ou rir e chorar; talvez ser assaltado, talvez sofrer um acidente, talvez ganhar na mega sena. Talvez.

Tempo que pode mudar a vida da gente pra sempre, tempo longo pra quem está longe, tempo curto para estar perto. Tempo pra salvar pessoas ou arruiná-las. Tempo para ter tempo. Tempo para se perder no metrô,  para chegar na aula, tempo de aula. Tempo para tomar café, bater um papo e… Opa! Lá estava eu perdendo tempo! Ah é. Tempo para viajar. Ir e voltar, ir e voltar, ir e voltar.

Tempo para a malhação, para subir na balança. Tempo pra ver que o tempo foi perdido.

Tempo em que a gente poderia ter feito. E poderia é pretérito imperfeito. Não tem esse nome à toa.

Tempo para escutar.

Tempo para decidir.

Tempo para executar.

Tempo para concluir.

Tempo. O meu artigo de luxo. Aquilo que eu corro atrás como num carrossel e às vezes acho que em vão. O tempo é bicho solto, senhor dele mesmo, cria braba das danadas. Anda de jatinho quando precisamos dele e de camelo quando queremos que ele nos atropele.  Sempre falta tempo, falta tempo, falta tempo… Tic tac, tic tac, tic tac.

E o tempo passa e a gente com alma de criança acha que sempre o tempo atrás era melhor. Tolice.

O tempo é sempre o mesmo.

1 dia. 24 horas. 1440 minutos. 86400 segundos.

O que muda são as histórias pra contar.

Telegrama.

Posted by: Ericka Rocha on: 19 Setembro, 2009

“Mas ontem eu recebi um telegrama (…) dizendo nêgo, sinta-se feliz…Porque no mundo tem alguém que diz…Que muito te ama, que tanto te ama, que muito tanto te ama que tanto te ama…” (8)

Hoje me deu um desejo enorme de ligar para todos os meus amigos e agradecer. Não sei porque, mas durante o meu tempo livre na aula de metodologia, percebi que eu tenho inúmeras pessoas com quem contar, pra quem ligar, sorrir, chorar, me divertir. Fiquei feliz.

Nunca padeci de solidão e não tenho o menor problema com relacionamentos. Achava que com todo mundo era assim, mas não é. Tem gente fechada no planeta Terra, viu? Ticontá.  Gente que o santo num bate com o do outro, gente ruim, gente invejosa… E eu só vejo gente. Até com gente ruim eu me dou bem, doidera.

Gosto de pessoas, de ouví-las, alegrá-las, estar com elas pura e simplesmente por estar.E sabe que eu acho que tanto amor dado é retribuído? Porque estou longe (MUITO LONGE) de ser uma amiga perfeita. Aliás eu sou chata, tem dias que nem eu me aguento. E sou desligada também, desatenta, não dou presente de aniversário, ESQUEÇO aniversários, troco nomes, dou gafes, vira e mexe falo mais do que devo, falo alto, pego dinheiro emprestado e não pago, empresto dinheiro e depois não cobro, me perco se você me conta uma história longa, mas odeio ouvir 50 vezes a mesma história. Tem dias que eu estou frenética, outros em depressão. Aí resolvo beber, aí resolvo que nunca mais vou beber, nem falar palavrão, nem abrir a boca pra julgar ninguém. Aí faço tudo errado. Aí declaro aos 4 ventos que nunca mais vou ver fulano e em 3 dias já perdoei tudo que ele fez. Faço juras em vão, não cumpro prazos, falto em coisas que combino, combino mil coisas, na mesma hora, com diferentes pessoas e decido ficar em casa. Sou doida, às vezes terrível, de verdade. E ainda assim, me sinto a pessoa mais amada desse universo. Faz algum sentido?

Não preciso explicar minhas indecisões, traumas, falhas… Porque eles, os amigos, me conhecem até mais que eu e entendem que a Ericka é assim mesmo… Meio maluquinha.

Eu quero dizer mais que obrigada. Eu quero que tenham a certeza que se eu digo que gosto, é REAL, não é tipo.

Eu, geralmente, não consigo fazer tipo.

Quero que cada um, de Santos ou São Paulo, saiba que tem um espaço no meu coração e na minha vida, que é importante, que faz falta, que pode contar comigo. Que eu sou falha, eu sei que sou, mas sou uma amiga fiel, pronta a ajudar.

E tenho orgulho disso.

(E por favor, amigos queridos que lerem o post… Comentem?)

Too busy to stop.

Posted by: Ericka Rocha on: 17 Setembro, 2009

Sempre achei que havia vivido o extremo da ocupação por inúmeras vezes, mas não. De superação em superação os meus dias tem aparentado ter 72 horas intermináveis, excruciantes e altamente maravilhosas; uma deliciosa contradição. Por alguns minutos diários, na minha autoanálise, tenho raiva das minhas escolhas passadas, olho pra minha vida como ela é e sinto um sentimento enorme de fracasso que quase beira o desespero, que passa, claro. Daí acho tudo muito sensacional, muito animador, amo estar exatamente onde estou, do jeito que estou, com as pessoas que estou, tudo, enfim, parece perfeito. Mas é claro que não é.

Almoçar e jantar anda sendo luxo, apesar de dormir até tarde ter se tornado obrigatoriamente uma rotina. Penso tanto durante as 4 horas em trânsito Santos – São Paulo que me fadigo antes mesmo de chegar de um ponto a outro, tenho vontade de começar a escrever inúmeros posts pro blog sem pé nem cabeça, sei lá, um desejo jornalístico bizarro de verbalizar.

Sinto-me burra, sinto-me pobre, sinto-me fraca, sinto-me impotente e sem talento. E as dificuldades, minhas limitações, meus sentimento de velhice, as costas, a cabeça e a vista que insistem em me lembrar quão humana eu sou, as olheiras e a dor nos joelhos, os pés inchados, a garganta caóticamente dolorida, a vontade de desistir.

Incrível como eu penso em desistir.

Preciso ajeitar algumas coisas poucas pra que a minha vida se torne um pouco mais confortável, preciso de tempo ocioso pra jogar conversa fora com as minhas amigas tão queridas que me apoiaram até eu chegar aonde  estou agora e preciso muito parar de precisar coisas o tempo todo, queria simplesmente viver, sentir, curtir… Respirar o ar gelado da serra e parar um pouco de girar sem parar. Mas ando muito ocupada pra parar.

Será que um dia eu estarei satisfeita?

Sem braço.

Posted by: Ericka Rocha on: 8 Setembro, 2009

Vovó e eu – Natal de 2006

Eram quase cinco quando ouvi o grito que já me era tão peculiar. Desci as escadas apressada e tropecei nos brinquedos das filhas da vizinha, todos espalhados no chão. Xinguei baixinho e tentei abrir a porta, que ainda estava trancada apesar da notável agitação do outro lado da fechadura. Minha mãe, em prantos, meu avô atordoado e nessas horas sempre foi de minha responsabilidade os dotes médicos. A ordem de sempre: deitá-la de lado, pulso, pressão, medicação, espera. E dessa vez tive a a absoluta certeza de que seria a última vez que esperaria por algo.

Fiica, Marianinha, Luzinha, Mônica, Tio Mário, Tio Nenzinho, Tio João, Tio Zico, Tia Vininha; todos irmãos, todos mortos.  Fui em inúmeros velórios de pessoas queridas desde os 6 anos de idade, não tenho problemas com o luto, mas em nenhum senti metade do vazio de hoje. Talvez porque não fosse a minha avó, talvez porque quando uma pessoa morre, a gente morra também um pouquinho junto, e nunca tinha perdido ninguém que fizesse parte do meu dia-a-dia de forma tão ativa. Vou contar pra vocês que não é drama, nem exagero, mas perder alguém pra Deus, dói.

Liguei para o resgate e ainda arrisquei uma última massagem cardíaca. Ela reagiu. Com o coração fraquinho, achei que mais uma vez tinha a vida dela na palma da minha mão, mas não somos , de fato, responsáveis pela vida ou morte de alguém. E eu já havia entendido isso.

Comecei a lembrar de todas as coisas que ela havia conversado comigo pela manhã, durante a semana, nos últimos 5, 10, 16 anos. Da última pizza que comemos juntas, e ela amava a de Portuguesa. Das coisas que ela me ensinou, dos namorados que conheceu, dos conselhos, do cheiro, da voz, das coisas que ela queria viver e não viveu. Da filha recém nascida  do meu primo, que ela nem sequer pegou no colo, da música preferida, da incrível paixão que ela tinha por dançar, do gosto do feijão que só ela sabia fazer, do meu casamento. Dos cachecóis, enxovais, mantas, sapatinhos, das palavras de sabedoria. Lembrei que me irritei com ela tantas vezes, que deixei ela chateada comigo mais umas muitas outras, que fui estúpida, desbocada e achei que ela seria pra sempre. Lembrei que ela me disse que iria morrer em breve e que eu fiquei enraivecida. Desistir de viver, era pros fracos.

Lembrei da minha mãe, das minhas tias, primos, amigos chegados, vizinhos…Chamei o prédio inteiro pra ir em casa, liguei para todos os telefones que pude encontrar, na esperança de que a dor, latente, se  dividida entre tantos corações que a amavam, fosse embora do meu. Mas como eu canso de dizer por aí, só o tempo sara essas feridas inevitáveis, apaga de levinho a lembrança e põe o sorriso no rosto da gente de volta, sabem como é.

É como perder um braço: você sente que ele está lá, mas não pode mais contar com ele. Um buraco na alma, um trauma, aquilo que nos preparamos para viver o tempo inteiro, mas que não conseguimos sequer imaginar o que será de nós quando acontecer.  E aconteceu. E ao longo da vida acontecerá muitas e muitas outras vezes, mas, jamais, será no tempo que nos parece certo.

Últimos pensamentos antes de dormir…

Posted by: Ericka Rocha on: 14 Agosto, 2009

Eu sou realmente anormal. Hoje acordei cega (literalmente) e tô assim, com uma super preguiça de explicar o por que. Me deu uma vontade descontrolada de comer brigadeiro, mas tem que ser daqueles mini, enroladinhos, de festinha de criança, sabe? Feitos pela sua mãe e colocados em bandeja prateada? Bem esses. Aí passei horas na cozinha fazendo a  janta e não quis comer. Sei lá, a comida que eu mesma faço perde o sabor. Depois meu olho melhorou e eu fiquei vendo o mundo todo meio torto em cores sinistras, achei que era fome e resolvi comer. Nem era. Minha córnea tá bichada mesmo. Procurei leite condensado porque tava decidida a fazer mini-brigadeiros-de-festa-infantil, não tinha. Granulado? Não tinha. Só tinha Nescau, mas eu tinha acabado de jantar. Pra virar um copão de leite com chocolate em pó… Meio bizarro. Tô com a lombriga atiçada até agora. Pareço aquelas viciadas procurando álcool pela casa, sabe? E eu só quero um docinho. Quase, MUITO QUASE, coloquei uma colherona de açucar na boca. Parei. Diabete mode on. Comi uma banana, mas não achei suficientemente doce, aí comi outra e uma pêra. Nada. A vontade continuava. A vontade é tanta que eu tô até escrevendo meia dúzia de linhas idiotas sobre isso. Pena que ainda não inventaram disk vontades de grávida, ia simular uma barriguinha só pra ganhar meus tais brigadeirinhos de festa.

Acho que o colírio me deixou doidona. Vou dormir.

So… It is.

Posted by: Ericka Rocha on: 11 Agosto, 2009

E as coisas não foram nada simples, doeu muito mais que eu imaginava. E eu já passei pelo menos umas 15 vezes por um desamor, mas é sempre terrivelmente indescritível. E depois de algumas semanas a tendência é ficar só aquela coisa latejante, e não mais aquele rombo enorme feito à machadadas no momento do adeus. E a decisão foi totalmente minha, e as falhas minhas e eu assumo a total responsabilidade pelas dores sentidas. As expectativas também eram minhas, a paixão idealizada, praticamente impossível de acontecer, tudo coisa do meu coração. Acho que criei uma idéia surreal das coisas, mas me manterei com ela. Me chamem de louca, romântica incurável, mas sem paixão não dá pra viver.

No fundo, no fundo o que importa pra mim é sentir. A gente sabe que a pessoa gosta, mas SENTE que não é igual. Sentir é uma merda, a gente só deveria pensar. Porque ninguém mesmo ama da mesma forma, o problema é amar mais ou menos. Amar diferente, tudo bem, agora amar de menos é horroroso. Os mais combatentes vão dizer que não dá pra medir amor e bla bla bla, mas aí faltam aqueles detalhezinhos, incômodos, a frase (mal) dita sobre estar apaixonado e tudo o mais…Não agüentei, pedi arrego, decidi beber leite.

Não que eu não achasse que de fato valesse à pena. Eu acho que vale. Mas se no final de todas as tentativas (se é que dá pra medir quando chegamos a esse lugar) não desse certo doeria muito mais que as machadadas. E seria pro meu lado. E eu tenho um sexto sentido das desgraças que me apita pra essas coisas. Achei melhor chorar de saudades desde já, perder três quilinhos pra ficar mais sem bunda na calça jeans, curtir aquela gastritezinha e pá, me emocionar em comercial de cartão de crédito, perfume e Dorianna pra já ir calejando o coração. Que me diz que muito mais está por vir.

Perdi completamente a cabeça?

Postagem non-sense para desabafar…

Posted by: Ericka Rocha on: 29 Julho, 2009

Fiquei algum tempo sem escrever não porque estivesse mais feliz que  o normal, mas porque os meus dramas andavam muito muito interiorizados. Gastrite que o diga.

A cabeça roda repetindo as mesmas palavras, frases, sentimentos e frustrações. Ando bastante frustrada. Aí mais essa, magoei outras pessoas, aborreci fulano, entristeci cicrano, deixei x e y irritados. Que cu de vida maldita. E nem pedi desculpas. Aí quando pedi, elas já não se faziam necessárias at all. Lulu Santos e Marisa Monte tornaram-se fieis companheiros.

“Você prefere ser feliz, ou ter razão?”

“É o romantismo o grande vilão de tudo.”

Eu sempre preferi ser feliz, sem muita razão… Mas aí andei colocando muita gente no balaio. Muitas dores pra sentir, muitas coisas pra pensar, e poucas soluções. Anda difícil lidar com esse mundinho de meus deus, viu? Só eu sei.

Posts desabafo só fazem sentido na minha desordem mental constante e este é um DAQUELES. Sabe como nos sonhos onde você fala com a sua mãe, mas ela tem a cara de uma dragão de 3 cabeças vestido de pijama de bolinhas? Algumas vezes as palavras não precisam fazer sentido para ser eficazes. Às vezes a gente nem precisa de palavras.

Sou problemática, esquizofrênica, sofro de TOC, ando lavando roupas sujas demais (no sentido LITERAL.)

E ainda assim quero que me amem. Aí fica de fato, difícil.

Ah eh. E tambem não durmo.

Sentimentos rodoviários

Posted by: Ericka Rocha on: 8 Julho, 2009

Toda vez que entro num ônibus me dá uma vontadezinha de chorar… Costumo me fingir de forte, abro um livro, escuto músicas e deixo a paisagem da janela me consumir, mas dái começo a lembrar da vida toda, pensar em como eu tenho sorte, azar, tudo ao mesmo tempo. Se eu estiver com o celular na mão, então… Segura.

Sou uma pessoa sonhadora.  Já fui, voltei, fiz, me arrependi, vivi. Foram incontáveis as lágrimas choradas nos últimos 5 anos e o coração já até se acostumou com o aperto na hora do adeus.

Precisamos partir. Para os sonhos, para os planos e para fazer com que a vida aconteça daquele jeito todo imprevisível, de dar nó no estômago. Hoje, quero estar longe das pessoas que mais amo em detrimento de outras que, a cada dia que passa, amo mais. Não sei como isso é possível, como posso ter o coração sempre repleto de sentimentos bons, ruins, confusos, complexos. Divididos. Só sei que sou toda desejos, minha cabeça vive nas estrelas.

Às vezes me pergunto se as minhas escolhas são racionais ou emotivas, fico com a segunda opção. Eu sou coração pulsante num cérebro congelado, não me constranjo em dizer que acredito naquilo que todos tem de melhor dentro de si. Pode ser tolice, mas vivo de amor.

Por um amigo, um parente, um vizinho, um conhecido… Sou capaz de coisas inimagináveis. O que bate no meu peito nao tem limites, nem proporções. É um altruísmo esquisito que me faz suar frio, desatinar, me arrepender, voltar, refazer… Uma loucura só. Acho esse papo de ser racional dificílimo, ser assim, passional como eu, é bem perigoso.

Ando bem redundante nos meus textos.

Vale a pena? Vale. Todo mundo tem um motivo para sorrir nos dias de chuva, eu tenho vários. Em Santos, São Paulo, São Carlos, Rio Claro, Londres, Holanda, New Jersey… É tanto amor, e tanta fé, e tanta vontade de viver tudo aquilo que há (e que ainda não há) que dá vontade de gritar pro mundo o quanto eu amo, me importo, faço questão, sinto falta, tenho ciúmes, sou feliz, infeliz, irracional…

E eu grito. E alto. E, de fato, tem valido a pena.

Passado remoto…