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Meme da Tadsh e selinho da Rosi!

A queridíssima Tadsh, do ECGMN, me mandou um Meme para responder a um tempinho e eu, que adooooorooo essas coisinhas de internet, fiquei toda contentinha… A questão é que eu estava/estou sem tempo pra VIVER. Consegui acordar mais cedo hoje e respoder as perguntinhas!! Vamos ao que interessa então!

AOS 23…

Eu sou… hiperativa.
Eu quero ser… menos ansiosa com o dia de amanhã.
Na minha casa… só fico pra dormir, comer e usar a internet nos finais de semana.
Eu encano com… ficar gorda um dia por comer tanta bobagem…
E acredito em… amizade entre homem e mulher.
Tenho medo de… ficar sozinha (igual a @tadsh!)
Acho graça em… piadas ironico-malvadas…
Choro com… tudo. De muito amor à muito ódio.
Não vivo sem… ar-condicionado e internet.
Tenho mania de…fazer listas.
Meus três melhores amigos são…totalmente diferentes de mim.
Eu tenho como heróis… Deus.
Meu sex symbol… completamente diferente do padrão.
O amor é… mudar hábitos para se tornar uma pessoa melhor para o outro (e para si mesmo.)
Meu livro de cabeceira é… Quando fui outro, de Fernando Pessoa (por Luiz Rufatto)
Meu vinil preferido é… Mais – Marisa Monte
Meu sapato favorito é… o que eu ainda não comprei.
No meu armário não falta… meias coloridas.
Minha balada preferida… bar-balada de MPB (que não existe em Santos!) ou qualquer boteco com os amigos!
Minha luta é… ser alguém pra mim mesma.
Meu maior fora foi… falar mal da voz do Chico Buarque.
Minha bola dentro… fazer a minha segunda faculdade de Desenho Industrial.
As pessoas acham que… eu seria uma boa comediante de stand up…
Mas eu juro…que não sou tão feliz assim o tempo todo
O que eu mais ouço…”viu como eu tenho razão?”
Eu me sinto livre… quando estou na estrada.
Rezo por/para… ter sempre comigo as pessoas que eu amo.
Meu ponto fraco… achar que fracassei.
Meu grande charme…HAUHUAHUAHAH…o olhar 51. Falo ainda mais verdades bêbada.
No chuveiro, eu canto… PAGODE.
De madrugada, eu… escrevo posts e faço trabalhos da faculdade…
Meu meio de tranporte é… fretado!
Eu tenho ilusão de… ser RYCA!
Se alguém disser que eu serei presidente… vou fazer com que dias da semana virem fds e vice-versa.

Agora, como é de praxe, convoco @paulamiguel, @desaventuras, @tayxoca, @carlamaia, @sourainha@fabiruiva para responderem, em seus respectivos blogs ou aqui nos comentários, esse Meme que alegrará a vida de todas vocês! (ou pelo menos fará com que vocês saiam um pouquinho da rotina!)

Um bjuuuu! E obrigadão, Tadsh! =]

*****

E aproveitando o ensejo…

A Rosi Teixeira me mandou um selinhoooo! FOFA!! Meu PRIMEIRO selinho! Que eu dedico à todas as blogueiras acima mencionadas (incluindo a Tadsh!) e dedico também a @congeminemos e a @hvezda, que estão sempre presentes no mundo blogueirístico!

Tá logo aqui pra vocês salvarem e arquivarem junto aos seus bloguinhos!

caso de família.

Oi querida!
Estou em uma situação o tanto quando “desesperadora”… Meu namorado é um ex-galinha, já transou com várias, pegou a cidade inteira… As meninas ficam em cima, eu fico mto irritada, ligam de madrugada… Até as primas ficam em cima dele! E eu sou uma pessoa totalmente ciumenta… Ele tá comigo sempre, sabe? Se ele me trair, só se for na faculdade (o que eu não acho totalmente impossível)… Eu me sinto muito incomodada com isso, em lembrar de todo o passado dele, eu sei que isso não devia importar, porque comigo ele é um princípe, sabe? Me trata mto bem mesmo… Mas sempre fico com o pé atrás e não consigo confiar. Um dia teve uma história dele com uma “amiga” minha, ele adicionou ela no msn e ficou dizendo que ela era bonita e todas aquelas coisas que a gente sabe que um homem namorando fala mesmo assim! No começo do namoro sem saber de nada disso, me sentia nas nuvens, me sentia a pessoa mais amada do mundo… Mas agora, fico sem vontade de ficar com ele, o sexo não tem mais graça, mas minha família ama ele e toda vez que penso em terminar ou sei lá, eles são contra mim e dizem que nunca vou arrumar alguém igual ele… Eu fico totalmente perdida sem saber o que fazer… Minha situação é muito complicada, além de tudo isso, EU NÃO SUPORTO A FAMÍLIA DELE, é claro, que você depois de ler tudo isso vai pensar “e o que essa menina ainda está fazendo com ele”, mas por algum motivo, eu também tenho medo de ficar sozinha… Eu não confio nas pessoas por uma trauma de um ex meu (que vai ser pra sempre o amor da minha vida, pois o que eu vivi com ele acho que nunca mais vou viver com alguém), mas ele vivia me traindo… Sempre mesmo, fico até mal de falar isso, mas eu era uma burra. Novinha, né, me iludi e me ferrei. Agora sou tão fria… Não sei, só queria mto um conselho pra saber o que eu faço, o que eu mudo, o que faço da minha vida… Porque estou tão perdida, às vezes tenho vontade de fazer minhas malas e ir pra algum lugar bem longe daqui ficar sozinha e pensar…

Ai! É, isso. Espero que me dê uma luz!!!

Beijosssss!

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Oi, xuxu!

Seu caso é mais comum que você pensa. Não te acho doida por continuar com o seu namorado em meio a toda essa situação, principalmente em relação à parte em que você diz que nunca mais vai encontrar alguém como ele e que vai ficar sozinha caso desista desse relacionamento escravo em que você está! Vamos aos pontos, com calma, pra ver o que podemos fazer…

O cara é um galinha, de fato. Você pode controlá-lo, estar com ele em todos os lugares, mas sem confiança… Não dá. Por mais que tenhamos ciência de cada passo que o sujeito execute, traição vai muito além de concretizar os fatos. Só por ele ficar de conversinha mole, com uma AMIGA sua, já indica que ele não teme o perigo. E, também, que você precisa escolher melhor as pessoas que chama de amiga… Enfim…O relacionamento, por mais vantajoso que você julgue ser, está cansativo. E essa história do sexo não ser mais interessante? Que TERROR. Não estou vendo assim tantas vantagens como você está…A possibilidade dele encontrar alguém interesssante, te deixar de lado ou dele simplesmente te trair, situação que você já viveu anteriormente, te assombra. Você quer viver com medo? É o típico caso de namoro “síndrome do pânico”. Você teve um trauma, o cara não te dá segurança, você pira ocasionalmente, mas, aos poucos, retoma a confiança na relação e acha que está tudo sob controle… Até que BANG. Alguma coisa vem e te enfraquece novamente.

Você disse que a família dele é insuportável, certo? Isso é, de longe, a pior coisa num relacionamento. Não sei nem quais são seus motivos pra sentir isso em relação a eles, mas sei que é uma droga. Quando nos unimos à alguém, inevitavelmente, nos unimos à familia dessa pessoa e não há relacionamento que não se abale por uma convivência familiar ruim. Há casos em que dá pra relevar, outros, não. E, sinceramente, na sua situação, a convivêrncia familiar só seria de grande importância para você se sentir segura. Ter sogros que te amassaem garantiria maior controle sobre ele, coisa que você pode acreditar ter, mas que você no fundo sabe que é impossível. Sabe que nem aquela geleinha de brincar da infância? Quanto mais a gente aperta, mais ela escapa entre os dedos? Então… Assim é o relacionamento no qual uma pessoa assume o posto de xerife e outra de réu. Pode dar certo durante anos e anos, mas se não mudar de perfil, está fadado ao fracasso.

Sabe, Miriam, você merece estar com alguém que DESEJE estar com você e que tenha motivos que vão além de uma bunda, um sorriso ou um cabelo bonito para não te trair. Sempre existirá mulheres mais bonitas, mais interessantes, menos problemáticas… E homens também. Não adianta querer que o cara se torne o padre Marcelo Rossi, as pessoas só se transformam se desejarem de fato que isso aconteça. Porque a outra vale a pena. E não é que você não valha. É que tem gente que simplesmente não enxerga o valor das coisas que tem quando elas estão por perto…Creio que a situação, ao contrário do que você vê, é ruim PRA ELE. É ele quem não encontrará por aí alguém como você, por mais que a sua família o ache maravilhoso e digno de todos os louvores. Só você sabe o que vive. E só você pode decidir até que ponto se torturar assim te faz feliz.

Espero ter ajudado, muita boa sorte em qualquer decisão que você tiver!

Um bjão,

Ericka.

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Quer participar do Consultório? Envie seu e-mail para hipervitaminose.blog@gmail.com e saiba minha opinião sobre seu causo… Num dói, não! Eu garanto! =]

meu melhor amor amigo.

Como vocês souberam aqui pelo blog, estive de molho por alguns dias. E, nesses dias, sem fazer muitas coisas além de comer, dormir e ver True Blood (sou viciada!) meu namorado me enviou um vídeo bem interessante de um coreano que anda arrasando pela vlogosfera, o Denis Lee. Ele fala sobre muitos assuntos interessantes de forma realmente divertida, com um excelente roteiro e uma edição bacanudíssima. Já tinha visto alguns trabalhos dele até que ele esbarrou no assunto em que eu, como vocês já notaram, tenho prazer em conversar: relacionamentos. O tema do vídeo com certeza deve atrair todos vocês, porque eu desconheço quem tenha passado nessa vida sem nunca ter se apaixonado, tentado namorar e, via de regra, se afastado de um grande amigo.

Eu nunca fui apaixonada pelo meu melhor amigo do mundo, mas já me interessei por muitos outros amigos. Aliás, acho que pra namorar a gente deve mesmo ter uma amizade antes, é de muita conversa, intimidade e troca de experiências que um relacionamento é feito. Não concordo muito com esse lance de que amigo vira ser assexuado, nem todos são assim. Há quem diga que homem sempre tem segundas intenções com amiga mulher, mas eu também não encaro a história sob essa perspectiva. Há amigos-irmãos, que só o fato de pensar em estar junto já é como se fosse um incesto e há amigos que de tanto a gente conhecer, conviver e, de tanto saberem sobre aquilo que gostamos, ou não, acabam se moldando ao nosso gosto – e se tornando, meio que sem querer, algo a mais. Ou alguém que desejemos que seja algo a mais.

O que o Denis citou no vídeo em relação à cabeça das mulheres foi bem pertinente; às vezes a gente se afasta porque vocês, depois de terem tomado um fora nosso, rompem a amizade pra não sofrer deixando um grande mal entendido no ar. O velho e grosseiro: “ele só conversava comigo porque queria me comer.” Eu sei que essa atitude masculina tem lógica, que o orgulho ficou ferido, mas calma lá. Se a amizade valia tanto a pena, se durou tanto tempo, a ponto de vocês cogitarem a possibilidade de um namoro, por que não insistir na idéia? Tentar conquistar? As coisas na vida, já cansei de dizer, não são redondinhas.

E quando é o contrário? Quando a menina é que gosta do sujeito, vê ele namorar cem mil pessoas e nunca assume nenhum sentimento Com medo de perder ele de vista? Na certeza de que nunca vai passar de só amizade? Triste, não é?

Pra mim, amizade de verdade, não acaba. Mesmo que as pessoas namorem. Mesmo que dê tudo errado. Mesmo que as pessoas decidam não namorar. Eu acho que SEMPRE vale a pena tentar. Coisa ruim nessa vida é se arrepender daquilo que não fez. Você fica pra sempre pensando na possibilidade, voltando no “e se”, sem nunca se libertar da situação. A verdade é uma coisa complicada de se lidar, é muito melhor idealizar uma vida inteira. Porque quem fala a verdade se expõem. E pode ser vergonhoso, doloroso, até ridículo. Mas é honesto. Pior é guardar pra sempre um sentimento que, no final das contas, pode se tornar recíproco.

Está apaixonado pelo seu amigo ou amiga? Conquiste-o. Seja quem você sabe que ele/ela procura. Vire o jogo, mostre seu potencial. Por fim, declare-se. O não você já tem garantido.

O Canal do Denis você pode acessar clicando aqui.
E abaixo, dêem aquela olhadinha marota no vídeo que me inspirou o post! Valew, Denis! =]

Desculpas!

Queridos,

Fiz uma cirurgia simples, porém, de recuperação chatinha! Domingo eu acho que já estou de volta com posts novos e a parte de baixo do meu tronco se movimentando normalmente, okay?

Um beijão e mil desculpas,

Ericka.

melhor que ontem.

Não há nada pior que amar alguém que nunca vai deixar de te desapontar. Que sempre vai ter uma justificativa para esse ou aquele vício, que vai te magoar, te ouvir reclamar,  mas que nunca, sob nenhuma hipótese, vai ser capaz de mudar.  E que você, por amar tanto e saber que isso implica em ceder,  se vê obrigado a aceitar. Que tal detalhe faz parte de uma personalidade peculiar e que o único jeito de tornar-se feliz é sendo um pouquinho miserável, dia-a-dia. A cabeça às vezes é tão dura que faz a gente acreditar que o amor exige mesmo esse tipo de sacrifício esquecendo que esse sentimento deve mudar a gente pra melhor. E mudar o outro também. Se apenas uma das partes está disposta a ceder pela outra, pode até existir amor; mas não vai funcionar por muito tempo.

Como se fôssemos todos carangueijos, capazes de andar apenas para os lados, assim também fica o relacionamento, sem evolução. Somente se esgueirando pra direita ou pra esquerda, fugindo da responsabilide adquirida de fazer o outro feliz, incapaz de dar um passo sequer para frente por pura teimosia, ou às vezes, por uma enorme diferença de gênios. A parte que geralmente não muda tende a aprender em outros relacionamentos, quebrando a cabeça. Mas e quando gostamos demais para deixar o outro ir, sofrer por aí e ser feliz com outra pessoa? Sou daquelas que não gosta de desistir. Insisto até o meu próprio limite se acho que realmente vale a pena.

Vejo em centenas de relacionamentos o quão pouco é necessário tão  fazer para  que as coisas funcionem. Se todos os casais tivessem a coragem de expor seus desejos passariam a ser mais felizes e a entender o prazer que há nisso. Se eu tivesse que escolher um único conselho em relação aos desamores, aliás, seria esse: não deixem que a dor se acomode e fique lá, escondida. Levantem, conversem, discutam, chorem se for preciso, mas nunca fiquem parados, conformados diante de coisas que incomodam. A parte ruim cresce diante de você e faz feridas terríveis.

Por mais que no amor desejemos evitar os desgastes, não dá pra fingir ser a pessoa mais feliz do mundo sem sentir isso de fato. Não dá pra brincar de ter pequenas alegrias e grandes amarguras o tempo todo porque não quer confrontar o outro e fazê-lo enxergar suas falhas. Afinal, também temos as nossas. Nada está perdido. O namoro, noivado ou rolinho não é uma porcaria. Até porque não é sensato ficar junto querendo partir, quem está é porque um pouco de esperança ainda tem.

Não dá pra sermos ilhas, fechadas, inatingíveis e imutáveis,  cercadas de argumentos falhos que esbarram, vez ou outra, em acusações infudamentadas em relação ao outro, mesmo que estas aliviem nossas culpas e façam sentido. Sejamos adultos. Assumamos quando temos culpa, peçamos perdão quando nos é devido e nos transformemos para evoluir. A gente não consegue ser feliz sem se misturar no outro, sem dar um pouquinho da gente. E também não consegue se relacionar sendo estático.

machismo.

Algum dia, em algum lugar do mundo, uma mulher resolveu que queria estudar. Depois, votar. Daí todas as demais passaram a querer também. Você já viu uma mulher olhar outra fazer alguma coisa diferente e não querer fazer igual? Eu não.

Houve um momento em que mulher nenhuma podia usar calça jeans ou cortar o cabelo Joãozinho. Absurdo. A gente foi lá, queimou meia dúzia de sutiãs e se libertou dessa, graças a Deus. Daí foi só pensar: se a gente podia ler, escrever, votar, usar calça jeans e cabelo curto, porque não trabalhar? Esse lance de ficar só cuidando de filho e lavando roupa tava dando nos nervos, ter um pouco de vida fora da família faria bem. E lá fomos nós para as fábricas, quebrar o preconceito de que éramos inferiores e destinadas ao lar, a ser professoras, costureiras ou coisa do tipo. Queríamos ser empresárias de sucesso, queríamos poder ter a opção de não ter filhos, de não ser sustentadas por homem nenhum. Tanto quisemos que conseguimos, olha só que bela bosta. Hoje a gente tem que caçar no laço um homem que seja gentil. Um homem cavalheiro. Um homem que não se sinta diminuído por estar ao nosso lado.

Conquistamos tantas coisas que eles já não acham necessário exercer o mínimo machismo sobre nós,  vai que ofende?

No final das  contas essa coisa de feminismo foi melhor pra eles que pra gente. Além de super mães, esposas e donas de casa a gente passou a trazer dinheiro pra casa, tem coisa melhor? Ah, sim! E isso tudo sem descer do salto, sem poder engordar, pensando sempre nas unhas, cabelo e depilação. Mulher esculachada, não dá.

Mulher que tem dinheiro não gasta o do seu homem, mulher que trabalha tem menos tempo de enxer o saco. Simples não, é?

Sei que pode soar bastante machista, mas gostaria que os homens achassem toda essa nossa superioridade absurda. Que fizessem um convite para jantar cordialmente e pagassem a conta. Seria bom também que eles agissem como galãs de novela. Abrissem a porta do carro,  planejassem um passeio diferente, oferecessem presentes sem motivo ou data especial. Que nos dessem flores, chocolates, jóias e vestidos. Quem foi que disse que agora que a mulher trabalha não precisa de mais nada? Que fossem cordiais, pelo menos pra nos conquistar, e não intreresseiros ao ponto de fingir que esqueceram a carteira em casa pra gente ainda pagar o deles. É o fim da picada.

O feminismo acabou com o romance. Tem mulher que fica ofendida do cara pagar um cinema, VAMOS PARAR COM GRAÇA. De nada tem a ver direitos iguais com educação e galanteios e eu, sinceramente, acho esse papo de igualdade entre homens e mulheres uma bobagem. Somos diferentes, começando pelo lado fisiológico. Eles fazem xixi em pé, minha gente. Tem estrutura pra bater bem forte em alguém sem se machucar. Podem arrotar em público, coçar o saco, não precisam depilar as axilas. Sei que existem mulheres pilotas, mas eles dirigem mesmo melhor que nós, é fato. Porque está no cérebro, no gene, porque eles não conseguem fazer 10 coisas ao mesmo tempo como nós somos profissionais em fazer, mas fazem uma única, se desejarem, excelentemente bem.

Nunca seremos iguais, nem em mil anos, e nem seria saudável que fôssemos. Não existe essa inferioridade inventada, homem que acha que lugar de mulher é no tanque pode voltar pros anos 50. Mas homem que acha que porque a gente dirige e trabalha é obrigada a agir como parceira no futebol é complicado, a coisa tá sem limites. Se por um lado a gente gosta da nossa independência não deixa de ser mulher. E como seres sensíveis apreciaríamos muito que vocês fossem homens de verdade. Com AGÁ maiúsculo.

No dia em que homens e mulheres forem iguais a humanidade estará destinada ao fim. Que interesse temos naquilo que nos é semelhante? O que acrescentaríamos a eles (e vice versa) se agíssemos, pensássemos e fizéssemos tudo igualzinho? Deixem que eles reclamem dos nossos vestidos. Que paguem as contas, dirijam os carros, deixem que conduzam alguma coisa e que pensem que são fundamentais para o bom funcionamento das nossas vidas. Deixem que eles sintam-se responsáveis pela nossa proteção e bem estar mesmo que não sejam. Eles precisam disso e creio que a gente também. Faz algum sentido?

Sejamos machistas. Porque de nada adianta conquistar todos os bens desse mundo sem termos pra quem nos exibir. Fica a dica.

nunca fui beijada.

Olá, Ericka!

Até meus 17 anos nunca tive problemas comigo mesma por nunca ter me interessado por alguém ou por não ter despertado o interesse do sexo oposto. No entanto, estou agora com 19 anos e isso realmente me incomoda. Nunca fui beijada, mas sou uma garota romântica… Quero casar, ter filhos, mas temo não encontrar alguém com quem me identifico… As vezes acho que ninguém se interessa por mim porque tenho a inteligência acima da média, ainda que minha aparência destoe bastante do típo ‘nerd’.

Será que tenho alguma chance de realizar meu sonho?

Beijos e obrigada desde já.

*****

Oi, querida!

Desculpe pela demora em responder seu e-mail! Ando recebendo tantas coisas por aqui e estou tão alucinada com a minha faculdade que fica difícil dar a atenção que todo mundo merece!

Quanto ao seu problema, que eu nem chamaria de problema, não se preocupe. Quem disse que você não desperta interesse no sexo oposto? Talvez você nem se dê conta do seu próprio potencial. Apesar de ter colocado na cabeça esse sentimento de “atraso” em relação aos outros você ainda é nova, acredite. Tenho uma amigona que também nunca tinha sido beijada aos 18 anos de idade, você não é a primeira nem a última mulher do mundo a se questionar se um dia vai ser capaz de ser feliz ao lado de alguém e ter família, filhos e tudo o mais. Mas vamos por partes. O fato dessa minha amiga nunca ter beijado ninguém de nada tinha a ver com ela ser feia, esquisita, desinteressante ou sei lá eu o que. O que acontecia era uma super timidez aliada ao fato dela nunca ter encontrado um carinha que realmente valesse a pena qualquer envolvimento. Aliás, falando nisso, não coloque grandes expectativas no primeiro beijo porque às vezes são elas as responsáveis por toda essa sua apreensão; você fica buscando um príncipe que não chega, um estalo que não sente, um algo a mais que, de repente, não tem como existir do nada, sem uma conversa, uma conquista, uma paquerinha mesmo que seja boba.

Ninguém do sexo oposto se sente atraído por você ou é você que nunca foi correspondida em relação aos seus escolhidos do sexo oposto? Existe uma grande diferença aí.

Você tem todas as chances do mundo de realizar seu sonho, aliás, é só estar aberta às possibilidades. Se acreditar que o fato de ser inteligente “afasta” pretendentes, talvez você não esteja sentindo-se atraída pelas pessoas certas. Ou talvez não esteja enxergando que ser interessante é um misto de muitas outras características que começam, em um primeiro momento, na imagem que você passa pras pessoas. Que tal homens mais velhos? Você faz faculdade? O que pensa de verdade sobre você? Você é do tipo divertido ou mais tímido? O que espera de um namorado? Possui amigos homens? O que eles pensam sobre você? Saber o que deseja é o primeiro passo para chegar lá, até porque, na grande maioria dos casos e, ainda bem, não é o primeiro carinha que a gente beija que vira nosso futuro marido. Pense nisso.

O importante, acima de tudo, é não ficar se preocupando com o fato de ainda não ter se apaixonado e sim com o fato de que isso vai acontecer naturalmente um dia, sem dramas!

Espero ter ajudado!

Publiquei a resposta do seu e-mail diretamente aqui no blog porque quando te mando a resposta via e-mail, ela volta! Espero que você leia!

Um beijo enorme,

Ericka.

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Quer participar do Consultório? Envie seu e-mail para hipervitaminose.blog@gmail.com e saiba minha opinião sobre seu causo… Num dói, não! Eu garanto! =]

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A fofíssima Mari Mansur acaba de postar um texto fresquinho e suuuper interessante que tem a ver com um que eu postei há um tempinho por aqui! Corre lá, vale a pena dar uma olhadinha!

como deve ser

Tem gente que não tem pressa de ser feliz. Está descontente, amargurado, o trabalho é estressante, os pais super protetores e o relacionamento sufocante. Dia vai, dia vem e tudo continua o mesmo marasmo, os problemas se repetem, as crises, brigas, discussões, sempre as mesmas. Na hora a pessoa tem vontade de maldizer o mundo, pensa em vinganças, pensa em mil coisas pra falar, fazer, resolver, pensa, pensa, pensa e guarda. Repensa e se acalma. Acha que no final das contas não vale a pena ser rebelde, porque a vida é assim mesmo, do jeito que se apresenta, as pessoas não mudam,os chefes não escutam e o problema da família é excesso de amor; por que seria exagero ou distúrbio?

Tem gente que se conforma tanto com as coisas que não se importa de estar 5, 7, 11 anos com alguém que nem ama tanto assim, mas que já acostumou a ter por perto. Acredita tão fortemente em destino que se vê atrelado à própria realidade sem a menor chance de transformação, habituou-se a não ter mais tesão, sabor, ou qualquer outra coisa que dê prazer. Os dias são apenas uma sucessão do tempo, sem sentido. O emprego paga bem, te faz mal, mas é necessário. Ninguém consegue ser 100% feliz. E, também, como sobreviver sem ele?

Terceirizamos a responsabilidade das nossas infelicidades, e colocamos a culpa toda na vida. Ela é que é injusta. Aceitamos, sem nem refletir sobre isso, que nada pode ser feito. Empurramos com a barriga porque temos preguiça de tentar algo novo, porque o novo, como já tanto sabemos, assusta, dói e pode mudar pra pior. Porque sempre há a possibilidade de piorar, essa é uma verdade. Mas aqueles que justificam todos os desprazeres nos acasos dessa vida preferem acreditar que tudo é pré-determinado, estático, imutável. Ser feliz é cansativo.

E se mudar pra pior, gente? Como suportar? Não devemos mexer em time que está ganhando, não devemos mexer nem na terceira divisão. Pra que? Vai que de repente a gente fica mais feliz? Vai que de repente tudo começa a dar certo? Ou pior, de quem vai ser a culpa quando, eventualmente, eu cair? Minha? Ah, não. Melhor continuar sendo infeliz.

E enraizar mais uma série de doenças no coração das quais eu mesma não quis me livrar.

carnaval.


Carnaval, pra muitos, é tempo de libertação. De sair da rotina, beber todas, de fazer tudo em excesso. Eu, particularmente, detesto Carnaval, começando pelos sambas-enredo que me irritam em grau maior e me extendendo à sujeira nas ruas, o trânsito que fica cem vezes pior e mais uma série de outras coisas que eu tenho uma certa preguiça de enumerar. A questão é que não importa o que eu pense sobre Carnaval: feriado é feriado e o povo quer aproveitar. Se você começou a namorar recentemente e ainda não percebeu que a data provoca, via de regra, conflitos em excesso, fique sabendo agora. Para quem sempre fez parte da folia, é difícil aceitar ir ao cinema pra ver um filminho ou deixar de ir pra Salvador com a molecada pra viajar pra Poços de Caldas com os seus pais. É complicado não fazer algo que possa parecer mais animado para ficar em casa, fazendo nada. Como todo mundo no nosso país fica meio frenético, a coisa contagia. Você odeia confete, acha usar fantasia um negócio ridículo, mas entra no clima. No clima de guerra.

Se pra mulherada parece altamente automático deixar a “vida loka” e virar moça direita, pros homens que eu conheço não é bem assim. É claro que em alguns casais a coisa é invertida, tem cara que aceita bem sussegar enquanto a namorada, cheia de amiga solteira, tá doidinha pra saracutiar por aí. Tem como não discutir pra curtir junto? Pra mim, tem. Mas reparei que anda complicado pra maior parte dos casais abrir mão de algo que era habitual e prazeiroso na solteirice para tentar algo novo com alguém. Aliás, essa é a justificativa de quem não namora, abrir mão da própria liberdade para “agradar” o outro. Isso não existe. Se você namora e se sacrifica, perde de si, não é saudável. A verdade é que quando você gosta de alguém tudo torna-se mais prazeiroso com essa pessoa, o namorado vira a sua primeira companhia. Não é pra deixar de sair, deixar de ter os seus momentos sozinho. É pra saber que há alguém a mais que está ali, disponível para estar com você. Como diria o meu querido Carpinejar, “Liberdade na vida é ter um amor para se prender”. Se você namora e não entende isso, se você namora e não sente isso, se o seu problema é estar sufocado, aborrecido, obrigado em fazer isso ou aquilo, algo está errado. Não dá pra viver em função do outro.

Namorar é, acima de tudo, poder ser você mesmo (e ser querido ainda assim).

sem argumentos.

Não é incomum ver em ambientes públicos alguma briga de casal. Dos barraqueiros aos mais discretos o quadro é sempre o mesmo, alarmante: ele de braço cruzado com cara de poucos amigos e ela, em prantos. Sempre em prantos. Dizem que nós mulheres somos sensíveis, que choramos até em comercial de margarina e cartão de crédito, mas a verdade é que caímos em lágrimas quando queremos acabar de vez com uma discussão ou quando estamos sem argumentos. Triste chorar para provocar pena, mas às vezes vocês são tão racionais que a gente precisa apelar.

Insistimos em discussões fundamentadas em nada. Estávamos num mau dia, a culpa era da TPM, ou simplesmente queríamos um pouco de atenção. Saibam, homens, que nós adoramos uma atenção. E que quase nunca temos consciência que realizamos todo esse processo inescrupuloso de iniciar uma discussão sem maiores fins, somente para nos sentirmos ainda amadas ou pra saber que valemos a pena o desgaste verbal de vocês. Aliás, não acredito em relacionamento sem discussão, tudo o que é muito parado está doente, que nem criança apática em parque de diversão; algo não está bem.

Sabemos que gritamos sem razão e que vocês odeiam chiliques. Sabemos que por muitas vezes não há reais motivos para ter ciúmes, para nos sentirmos ofendidas ou dispensadas, sabemos quando estamos em crise mas não gostamos de admitir: é melhor ser louca que assumir que implicamos por um sem número de coisas sem sentido. Até porque vocês também piram, bem menos que nós, é claro, mas também tem seus surtos sem maiores justificativas.

Um homem, decente, é claro, quando ama, odeia fazer a mulher chorar. Odeia ser aquele que fez doer em alguma parte, que mesmo dotado de todas as razões do planeta terra nos magoou, machucou e tem na sua frente, lacrimalmente falando, a evidência do nosso aborrecimento.

E, agora, pensando melhor, a gente chora não porque não tem mais o que falar, mas porque a gente sente. E percebe que chega um momento da discussão no qual vocês devem sentir também.

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