Os gays são mais felizes.

Conversando com muitos amigos gays nesse fds me dei conta que eles não só aparentam toda a felicidade que demonstram…De fato, no quesito “relacionamento”, eles são!

Não estou aqui dizendo que vou pular pro lado de lá, porque quem me conhece sabe que não sou lá muito chegada a esse lance mulher + mulher, homem + homem, traveco + bi, transex + sabe-se-lá-o que… Sem preconceitos, mas pra mim o que funciona mesmo é o tradicional homem X mulher, como acreditam o Barack Obama e a Miss California (“I believe that marriage should be between a man and a woman…”)

¬¬

Homens e mulheres se acham seres opostos, estilo água e óleo. Não são. Já vivi relacionamentos – e aconselhei tantos outros – em que os homens viviam uma tal situação de fragilidade perante as mulheres e se ofendiam com detalhes do tipo “Você não lembra qual foi o primeiro presente que eu te dei?”, que esse lance de que a mulher deve ser a parte sensível do relacionamento foi pro saco.

Somos diferentes, mas não deixamos de ser humanos. E quando a gente gosta se ofende, se irrita e se magoa. Principalmente porque na sede das paixões não desgrudamos um minuto do ser amado, e já viu…”De perto ninguém é normal.”

Segundo a Pri, uma amiga/amigo do peito, as relações homossexuais dão certo porque LITERALMENTE um lado ocupa o lugar do outro, o homem pensa como mulher, a mulher como homem e fisiologicamente (na maioria dos casos) ninguém deixa de ser aquilo que é. Não importa se ele usa maquiagem e ela gosta de futebol. Não importa se ela esqueceu  a toalha molhada em cima da cama, porque ele, de vez em quando, também esquece. E quem não esquece?

Na psicologia os gêneros são uma coisa e as nossas opções sexuais são outra. O que define se você é homem ou mulher não são suas preferências por carrinho ou boneca, você pode gostar de boneca e continuar sendo do sexo masculino, tendo atitudes masculinas e gostando de mulher… Ou não. Ser fisiologicamente homem e ter caracteriscticas masculinas, por exemplo, não implica que gostemos de mulher. Meio complicado, mas isso é  definido, acreditam os teóricos, biologicamente e também opcionalmente ao longo da vida.

Num tem por aí lésbicas bem femininas? Ou gays com filhos e família estruturada? Na sociedade desde crianças somos condicionados a coisas de menino e coisas de menina, a vestido e bermuda, à rosa e azul. Eu tinha uma amigo que não podia vir brincar comigo em casa porque eu era menina e os pais dele morriam de medo que ele virasse gay. Ô povinho atrasado, peloamor. E para os curiosos ele é bem hétero e meu amigão até hoje.

Somos seres femininos e masculinos. Nem só um, nem só outro. Muitos mais um lado que o outro, outros equilibrados nas duas opções… O que eu quero dizer é que gays são mais felizes nos relacionamentos porque sabem ser homens-mulheres e vice-versa. Toleram mais facilmente, engolem mais facilmente (sem pornografias, pessoal!), perdoam mais facilmente.

Outra amiga, essa bissexual, disse que ela é a que tem mais chance de ser feliz porque tem 100% de possibilidades para escolher, mas tô começando a concluir que no amor, aquele verdadeiro, quem deve ser escolhido somos nós… Enfim… Esse é papo para outro post.

You now what I mean?


13 responses to this post.

  1. Muito muito bom. eu mesma gosto de meninos mas na maioria da minha relação tinha uma postura mais masculina sabe, racional e tal.
    As pessoas rotulam demais todos e por isso as relações são tão complicadas, cada um é cada um , não temos como separarmos todos em pequenos grupos.

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    • Posted by Aldair on 19/03/2011 at 01:56

      Parabéns pelo blog

      É realmente assim. Eu sou homossexual, mas sou completamente masculino. Até já tentei namorar mulheres, mas não sinto nada por elas, é como se fossem seres dessexualizados, embora sejam lindas…

      E acho que os gays se entendem melhor, mesmo… O problema é sobreviver ao rolo-compressor do preconceito e da marginalização, sair vivo e psicologicamente saudável de todo o processo, para poder criar um relacionamento duradouro e agradável…

      A maioria dos gays não aguenta a pressão social e morre (literalmente) no meio do caminho. Já estou com 28 anos e vivendo por conta própria, com saúde de ferro e bem psicologicamente… Acho que sou um sobrevivente.

      Responder

      • Posted by Ericka Rocha on 19/03/2011 at 14:52

        Com CERTEZA, Aldair, vc é um sobrevivente!
        MESMO.

        E fico feliz de vc estar feliz (e no meio do rolo compressor, andando por aí!)

        Um bjão!

  2. Posted by Renan on 22/04/2009 at 13:36

    boa ericka uma jornalista nata!!mto legal essa abordagem quantica oística que fagocita o arbitrario. A galera le e nao comenta mais EU! comento!! hahaha issa ae beijos

    Responder

  3. No caso dos bissexuais, eu imafino que deve ser BEM mais difícil, exatamente por existem opções demais. E como scolher entre ficar com um ou com outro? Dificil. Mas pra se divertir na balada, daí sim deve ser fácil.

    Responder

  4. Posted by Bianca H. on 22/04/2009 at 16:36

    Sabe… eu acho que a opção sexual é a que menos importa, hehehe. O que importa mesmo é como a gente encara a vida. Não acho que homens e mulheres são seres opostos, são apenas diferentes, assim como temos diferenças com todos os seres humanos.

    Acho que a vida é muito mais simples do que aparenta. A gente é que tem mania de complicar as coisas.

    Responder

  5. Posted by Paula Lette on 22/04/2009 at 16:42

    Cara, demorei um tempo pra achar onde ficava o espaço de comentar, pq vc mudou o layout do blog! hauhauhuahau. Enfim, mtooo bom o seu post. Vc sabe que nós dividimos o mesmo cérebro e metade do coração, né? Então sabe que eu concordo com vc em tudo e que sinto a mesma angústia. É duro querer ser amado, seja como for.
    Um beijo, queridona! =*

    Responder

  6. brother, fiquei assustada! achei que voce tava tao desiludida e tinha comecado a jogar do outro lado ahuahauaha

    eu confesso que essas coisas do coracao nao sao pra mim, sou pessima nisso. por isso eu tenho vc! hahaha curti o texto, apesar de me perder nas informacoes… sabe como eh neh, essa hora o tico e o teco ja tao quase dormindo ahuahuaaha

    bjuuuus

    Responder

  7. Belo blog ericka!
    Frequentarei aqui mais vezes!

    Esse post realmente tem a ver com o que eu procuro sobre psicologia!
    E tem tudo a ver com psicologia!

    se quiser que eu publique algo de sua autoria, é só falar que eu coloco no meu blog com sua identificação e endereço do blog!

    da uma olhada no http://psicologiaparatodos.16mb.com

    abraços!

    Responder

  8. Posted by Ricardo Bauler on 09/11/2010 at 17:12

    “O que dá certo mesmo é o tradicional”… depende do que você considera dar certo. Dar certo para mim é ser feliz com quem eu amo e me atrai. Seu papo é meio preconceituoso. “Não sou chegada nesse negócio de homem com homem, mulher com mulher”… Você não tem de ser chegada. Você é hétero. Quem tem de ser chegado é a pessoa que vai namorar alguém.

    Imagina se meu vizinho Pedro vai se casar com minha vizinha Maria e eu digo que não sou chegado “nesse negócio de Pedro com Maria”. Eu até posso dizer, porque o país é livre para cada um proferir a crença que quiser, mas convenhamos que essa crença reflete uma reprodução de um conceito culturalmente construído. E pouco interessa a Pedro e Maria se eu sou chegado a eles como casal ou não, minha opinião não interessa. O foda é que o fato de a sociedade ter alienado um grande número de pessoas ao longo dos séculos levando-as a pensarem de acordo com esse conceito criado, é algo que tem levado gays e lésbicas a longo dos séculos a terem seus direitos roubados, e isso é uma covardia asquerosa.

    E quanto a ser mais feliz por ser gay ou lésbica… feliz é o relacionamento em que há compreensão, amor verdadeiro e, consequentemente, respeito mútuo. Independente do sexo da pessoa que você ama.

    By the way, uma pequena correção: hoje já se sabe que ser gay não é uma questão de opção. ; )

    Responder

    • Posted by Ericka Rocha on 10/11/2010 at 01:03

      Oi, Ricardo!

      Em primeiro lugar, obrigada por comentar aqui no blog sobre esse assunto. Gosto quando as pessoas falam e, principalmente, quando elas acham pontos polêmicos no meu texto. Desculpe-me se pareci preconceituosa quando disse não ser chegada a relacionamentos “homem com homem”, “mulher com mulher”, não tive a intenção de ofender. Queria dizer nesse trecho que um relacionamento entre pessoas do mesmo gênero não daria certo para mim, que EU não sou homossexual. Só isso! Concordo com o que vc diz sobre felicidade, que aquele que tem um relacionamento em que existe compreensão, amor verdadeiro e tudo o mais é que é, de fato, uma pessoa feliz. Isso de nada tem a ver com ser ou não homossexual, mas me corrija se eu estiver errada: não parece que os gays entendem melhor sobre isso? Num parece que por ser tão difícil numa sociedade heterossexual ser homossexual os parceiros se respeitam e se entendem bem mais do que em relacionamentos comuns? Não parece que um tem mais afinidade com o outro por ter vivências semelhantes a do outro?
      Meu conhecimento sobre a causa é o que os meus amigos (gays, e não poucos!) falaram sobre tal!
      Se Maria é mais feliz com João ou se Maria é mais feliz com outra Maria, não me importa, de verdade. Nem a mim e nem a elas saber se concordo ou não com isso, até porque, nem é disso que o texto fala.

      Sei que ser gay não é só uma questão de OPÇÃO, mas usei a palavra opção me referindo a OPÇÃO SEXUAL, pelo fato da pessoa se relacionar com homens ou mulheres independente do fato de ter nascido homem ou mulher. Como você mesmo colocou, culturalmente somos acostumados a crer que homens gostam de mulheres e vice-versa, aliás, descorri um paragrafo bem grande sobre isso no meio de tanta polêmica, acho que fui mal compreendida por trechos isolados… Não?

      Mais uma vez, obrigada pela visita!

      Ericka. =]

      Responder

  9. Posted by Giu on 10/11/2010 at 06:59

    Bom, já que vc pediu opinião vamos lá. Acho que, a partir do momento em que vc diz que não é chegada em mulher com mulher e homem com homem, está colocando a discussão em um ponto além de vc. Se vc estivesse falando que não pensa em um relacionamento para si, não teria nem cidado a questão dos homossexuais do sexo masculino e dos travestis. Bom, só uma observação, o foco não é esse. Acho que o que o Ricardo falou no comentário dele está bem de acordo com o que eu penso, sobre o que determina a felicidade de um casal. Já conheci casais gays super estáveis e felizes e também tenho amigos gays que sofrem até mais do que eu pra relacionamentos. Não acho que é possível associar homossexualidade a maiores chancse de felicidade em relacionamentos, mesmo porque eles têm de lidar com muitos outros problemas que muitos dos héteros nem sonham ter de enfrentar: todo o preconceito que praticamente os impede de demonstrar carinho em público, a grande chance de as famílias se colocarem conta o relacionamento, a impossibilidade de selarem legalmente essa união, a enooorme dificuldade para adotarem uma criança se quiserem e por aí vai…

    Responder

    • Posted by Ericka Rocha on 10/11/2010 at 12:58

      Pô, Giu,

      Sabe que vc levantou vários pontos que talvez eu não tinha considerado em relação ao texto? É verdade. Exclui a parte do preconceito, do carinho público, das famílias e, claro, dos prósprios problemas no relacionamento. Poderia ter me explicado melhor mesmo quando disse homem-homem, mulher-mulher, enfim… Valew pela observação!
      No final das contas talvez não seja mesmo possível associar homossexualidade à felicidade, mas de qualquer maneira, no momento que eu escrevi, era isso mesmo que eu acreditava, na maior compreensão do casal e tudo o mais…

      Valeeewww por comentar! (mais uma vez!)

      =)

      Responder

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