A parte que falta.

Um emprego, um grande amor, amigos presentes, sabor. Uma vida com alegria, animação, menos marasmo, correria, rotina e stress. Colorido. Um salário digno, uma família estruturada, um jantar de Natal. Paz de espírito. São tantos os desejos humanos que fica difícil saber, afinal, o que a gente precisa dentre todas as coisas que busca.

Aí nessas horas eu vejo o quanto eu sou feliz porque, JURO, de todos os desejos eu só não quero mais fracassar.

Me sinto responsável pela alegria de muitas pessoas, gosto de agradar. Gosto de trazer bom humor aos amigos ao meu redor, descontração, palavras de apoio, de repreensão quando preciso, gosto de ser do meu jeito, o ombro, o consolo, a força motriz da vida de gente que, de repente, já não vê mais graça das coisas. E eu sei, sei tão bem, que a vida é IMENSA e tão cheia de detalhes pra nos alegrar… Só precisamos estar atentos, olhar um pouco mais praquilo que nos rodeia e é tudo tão simples, tão puro, tão essencial…

Ao contrário do que dizem eu acho que é a INFELICIDADE que é opcional, não a felicidade. Desejar mais faz parte de ser humano, é o que nos move a acordar todos os dias, aguentar um chefe chato, pegar estrada, trânsito, fazer hora extra, perder o feriado de Carnaval, o sono, a paz do coração, o tempo com a família e muitas, MUITAS OUTRAS COISAS que não são agradáveis, mas que fazem parte da vida de pelo menos 6 bilhões de pessoas no planeta.

Mas essa angústia constante que nos inferniza, como se tudo que nos falta fosse mais importante do que aquilo que a gente tem, precisa morrer, sério. Ser infeliz corrói a alma, dá gastrite e câncer, faz a vida de todo mundo que a gente ama um pouquinho mais miserável junto com a nossa, como se a gente precisasse dividir a parcela de desgraça que nos consome.

Antes que alguém pense que eu sou a pessoa mais otimista e feliz do mundo, quero deixar bem claro que coloco no blog exatamente as coisas que eu mesma preciso ouvir, sabe? Como se estivesse dando conselhos pra mim mesma sobre coisas que ninguém saberia dizer da mesma forma. Coisas que eu sei, que eu preciso registrar pra lembrar de não esquecer e que repito incessantemente para quem eu acho que merece ser aconselhado.

Às vezes, o que me falta, é um clone de mim pra me agradar. E um pouco de juízo e dinheiro também não fariam mal.

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