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Sei que ainda vou terminar muitos relacionamentos na vida, não é essa a questão. A questão é que conforme o tempo passa parece que essas dores vão ficando piores, não sei explicar. Talvez seja a nossa memória que nunca nos deixa lembrar que já comemos o pão que o diabo amassou inúmeras vezes; dor de fim parece ser sempre a mais dolorida de todas as dores que a gente já sentiu na vida.

E não é o caso de parar de viver por causa disso porque é bobagem, o esquema é enfrentar.  Nessas horas você não quer ouvir de terceiros como deveria ter agido ou como estava errada em tal ponto, ficar sendo analisada como se viesse de outro mundo, como se estivesse exagerando sem motivo e tudo mais, porque é bem provável que você esteja mesmo. Sentir não tem que ter por que. E picas, também, pra quem fica julgando sem ter vivido as coisas. É isso que eu penso.

Na dor a gente fica meio alterada, sequelada, que nem pato quando se perde da mãe. Xinga, grita, chora, fala o que não deve, pede desculpas e faz tudo de novo, incessantemente, na esperança de que um milagre aconteça ou que brote algum momento de alegria no coração, de paz, de fome, de sabe-se-lá o que. Quando a gente se sente atacada, ferida e não amada a gente tende a esses devaneios non sense. Como se fosse mudar alguma coisa.

Aí começa a lavagem de roupa suja que deveria ter acontecido antes. Antes, pra que eu percebesse que tudo estava uma merda e só eu não me dava conta. Que eu tava exagerando. Que eu tava magoando. Que eu tava exigindo o inalcançável. Que eu, eu e eu, eu, eu, eu. Eu culpada.

Sinto que  fracassei, que fiz tudo errado o tempo todo. Que tudo foi culpa minha, que o amor minou pelas minhas crises, que eu sou mesmo uma doida varrida digna de internação, uma louca carente desvairada sem razão, que não escutava, que não mudava, incapaz de perceber, incapaz de enxergar, egoísta, neurótica e mais uma porção de adjetivos que se embolam dentro de mim me fazendo chorar até secar.

Não dá pra ser educada e polida nessas horas. Não dá pra ser calma e fina quando se gosta de alguém e a perde, aparentemente, sem tentar tudo que deveria ter tentado. Não dá pra ser controlada, pra não se sentir traída com uma coisa mínima. Até porque, se derem um pisão no meu pé nesse momento eu fico possessa de “tô de mal pra sempre”. Sinto informar.

Eu, toda coração, toda 8 ou 8 milhões, mais uma vez aprendi que não posso ser como eu sou pra ser feliz. E sabe, é muito difícil deixar de ser quem a gente é nessas horas, nesse departamento, pro resto da vida e tudo o mais. Pelo menos, quando eu fico triste, eu tenho vontade de escrever. E pelo menos em desabafar, doa a quem doer,  eu sou PHD. E isso vocês já sabem.

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