Por pena não dá.

Uma amiga disse que esse seria um bom tema para um texto por aqui. Na hora tava com aquela preguicinha de colocar as idéias pra fora, mas hoje acordei super sem nada pra fazer e resolvi escrever. Sobre relacionamentos, claro, mas principalmente sobre disposição. Já num disse que amar nem sempre é a força motriz para que as coisas entre duas pessoas dêem certo? Pois é, reafirmo.

Amor não acontece sem tempo e sem disposição. Não funciona. Você pode amar e estar cansado de ser cobrado, pode amar e não querer ligar para o outro, pode amar e tratar como amigo, mas, ainda assim, saber que aquilo é amor. O amor também tem seus tipos, suas caras. Num é todo amor que é o de paixão, aquele que eu adoro, de olhar para o outro e ficar meio retardada mental, sem chão. E até mesmo esse amor apaixonado se transforma, muda, cansa. Se a gente muda o amor muda com a gente também, não dá para achar que tudo está acabado porque “não se sente mais da forma como se sentia no começo…”, isso nem sempre é negativo. O importante mesmo é o desejo de estar junto, a admiração mútua. Você tolera as crises porque sabe que a pessoa não é daquele jeito. Você entende que ela está nervosa, entende que está sofrendo, entende que está carente, entediada, doente, ou maluca mesmo. Pura e simplesmente maluca. Todo mundo tem dias de cão, tem vontade de morder o cotovelo e vira bicho de graça. Pelo menos eu tenho muitos, inúmeros, acho que faz parte de ser mulher. Mas o amor faz a gente ver as coisas, a vida mesmo, de um jeito diferente. VALE A PENA passar pelas dores pra obter as alegrias de ter alguém incrível ao lado da gente. Isso é o básico, de qualquer relacionamento, pelo menos pra mim.

Eu pareço uma romântica ridícula, sonhadora e imatura, eu sei. Mas não sou covarde. Tenho dificuldades em desistir das pessoas, assumir que aquela situação talvez me faça sofrer, que a culpa não seja só minha, que é necessário deixar tudo o que se viveu pra lá; valeu, foi bom, adeus. Num cabe na minha cabeça que um dia eu ame e no outro, já era. Sou meio chata, insistente mesmo, mas preciso aprender a mudar. Que graça tem, afinal, amar sozinha? O outro fica sem coragem de terminar com alguém que é um poço de esperança, mas não sem VONTADE de terminar. E ninguém quer estar junto do outro por pena. Eu pelo menos não quero ser digna de pena.

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2 responses to this post.

  1. Posted by Nat on 23/02/2010 at 13:12

    Sou super de acordo. Não tem nada mais triste do que ficar com alguém por pena. No fim das contas, os dois saem machucados dessa história.

    Responder

  2. Onde eu assino embaixo? =)

    Te adoro. Beijão

    Responder

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