constatações.

As pessoas que amam devem aprender a conviver.

Não cabe na minha cabeça o amor distante, sem trocas, sem mensagens, e-mails e telefonemas. Não consigo entender como é possível gostar de alguém sem gostar a cada dia mais de alguém. Quer dizer, acho que os relacionamentos devem ser assim: hoje eu gosto de você, amanhã um pouco mais, depois um pouco mais… Não um pouco menos. Se tá gostando um pouco menos tá errado. Se gosta só às vezes é melhor terminar, sério mesmo.

Não tô dizendo que não haverão altos e baixos, que não haverão dias que você vai acordar de ovo virado e querer que a outra pessoa suma, que não vai ter desgosto e complicação. Não é isso. Tô querendo dizer que a conquista é infinita e involuntária também. Não entendo direito como se dá esse esquema de se “reapaixonar”, só sei que ele é fundamentado na reciprocidade, no querer estar, do não fazer sentido não estar. E também no fato da pessoa corresponder àquilo que você espera.

Sabe, gente que fica pensando muito nas coisas, no jeito de falar, no que o outro vai pensar, na hora certa… Vive bem, mas vive na borda. Num tem aqueles arrepios de quando a gente se joga de cabeça na água gelada, aquela coisa de saber com todas as letras o que o outro pensa, sente e espera de você. Aquele conhecer na íntegra, aquela ausência de medo de se revelar ridículo. Porque é isso que os apaixonados e os amantes são: ridículos.

E tem aquela saudade louca, aquela mania cafoníssima de associar músicas à pessoa. Quando a gente ama alguém a gente pensa em várias músicas pra trazer ela pra perto quando ela está longe. Eu penso, pelo menos.

Eu tenho um jeito de amar super fora de moda, oitentista, bregão mesmo. Que talvez não funcione sempre. Que talvez não funcione com todo mundo. Que talvez… Não funcione mais. Mas, sabe, quando funciona é tão gostoso, parece que as coisas fazem sentido.

E o amor é meio isso, quando a gente vê que só de estar com a outra pessoa as coisas passam a ter sentido. Todas as coisas. Ir pra faculdade faz sentido, trabalhar escravamente faz sentido, assistir o jogo de futebol faz sentido, ir na casa da sogra, faz sentido. A gente procura continuidade fora da gente.

E é muito triste saber que tem gente por aí que nunca sentiu algo assim.

One response to this post.

  1. Posted by Melzer on 09/06/2010 at 10:13

    Eu sempre fico pensando como raios acontece essa coisa de começar a gostar menos ou não gostar mais de alguém. Será que essa falta de se sentimento simplesmente acontece ou é a gente que permite isso acontecer? Não consigo entender, sério, mas melhor não ficar pensando muito nisso! Hahaha…

    Também acho que se isso acontece a melhor opção é mesmo dar um fim a relação. Terrível quando as pessoas ficam juntas mas o sentimento não é recíproco, fora que o outro lado sempre sente e talvez isso doa mais que o próprio fim.

    Ahhh o amor, por que será que é tão difícil?!

    =*** Ericka!
    See ya! o/

    Responder

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