Sinais.

“Se é pra viver um grande amor,
Sei que é preciso cultivar
Hoje aprendi com o que passou
Que cada detalhe vai somar

Fui desatento, meu amor
Quem ama tem que reparar
Ver em você o que mudou
E se é preciso eu mudar…”

Sou a rainha da exposição pessoal.

Sempre quando falo por aqui falo demais, abro o coração. E sei exatamente porque isso acontece.

Nem sempre as pessoas que mais precisam nos escutar, ouvem. Porque caso alguém ainda tenha dúvidas, ouvir é diferente de escutar. Para ouvir é necessário compreender e atentar. É preciso tempo. É preciso um certo convívio. É preciso interesse também. E ainda assim, quem ouve nem sempre entende de primeira, ou de segunda. Ouvir é uma arte difícil da qual eu mesma não sou PHD e quando falamos de relacionamentos, é fundamental.

É muito bom namorar. É muito bom ter alguém pra contar daquela forma diferente, quando a pessoa vai entender seu tom de voz, sua risada de desespero e o seu olhar. É difícil ter essa percepção sobre alguém sem desejar muito ter. É difícil ter essa percepção com alguém que você quase não vê.

Hoje em dia todo mundo estuda, trabalha, faz inglês, academia, dorme 5 hs por noite e vive aquela sensação eterna de cansaço, é normal. E ainda assim namora. E ainda assim dá um jeito. E ainda assim cava um tempo na agenda para conviver. Ou, pelo menos, deveria ser assim.

Se para todas as outras funções não prazerosas encontramos hora para resolver porque somos tão negligentes em relação ao amor? Porque achamos que o compromisso que temos com quem escolhemos conviver é menos importante que as demais coisas? O fato da pessoa que está com você ser tolerante às suas demais responsabilidades não faz dela mais feliz na sua ausência. Conviver é preciso. E evita aborrecimentos futuros.

Se você não convive, não entende. Tem ciúmes de quem não deve, cobra o que não precisa, se aborrece com banalidades. E sabe o que é pior? Se já começa assim, tem alguma coisa errada. No começo de qualquer relacionamento queremos estar 24 horas com quem amamos e só depois estabelecemos uma agenda compatível com os dois. Quando percebemos que, de fato, não dá pra viver de amor.

Não dá pra amar e ser egoísta. Não dá pra amar e ser individualista. Não dá pra amar e não desejar ver o outro mais que qualquer outra pessoa. Não dá pra amar e não se frustrar com essa impossibilidade. Não dá. Não dá pra amar e exigir compreensão de uma parte só, essa parte entende você. Ela só continua achando injusta essa divisão de horários em que ela passa tanto tempo avulsa do que quando era solteira.

Acho que já deu pra entender meu ponto de vista.

4 responses to this post.

  1. Posted by carlamaia on 27/06/2010 at 15:27

    Você sou eu ..
    E eu sou o ..

    Beijos, sem mais! =X

    Responder

  2. Posted by Giu on 27/06/2010 at 22:37

    Acho que a convivência diária, apesar de trazes seus pontos negativos, é muito benéfica pra eliminar várias dúvidas e várias cobranças bestas, do tipo “Por que vc não me ligou hoje?” ou “Por que não falou comigo quando entrou no MSN?”. E acho quenamoro é feito de convivência, de conversa, de ouvir, de falar. E pra isso é preciso CRIAR tempo, já que ele não está tão facilmente disponível aí pra maioria das pessoas, né?!

    Responder

  3. Posted by Desaventuras Namorosas on 30/06/2010 at 14:20

    “Se você não convive, não entende. Tem ciúmes de quem não deve, cobra o que não precisa, se aborrece com banalidades.”

    PERFEITO. PERFEITO.

    Sem mais.

    Responder

  4. desgostei do texto na linha que você se achou rainha, nem li o resto ahaahahah

    Responder

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