love war.

you know when is true...

Quando estamos no meio da guerra, traçamos um objetivo e iniciamos batalhas. De vez em quando estouramos minas pelo caminho, perdemos uma perna ou um braço, mas continuamos lá… Desejando vencer a disputa. De repente a tropa começa a ficar escassa e os objetivos tornam-se outros. De repente não se deseja mais ganhar guerra nenhuma, só se deseja sobreviver. E, de repente, abortar a missão passa a ser mais desejável que continuar com aquela luta armada que já perdeu o sentido.

Por quantas vezes traçamos um objetivo, lutamos por ele, nos magoamos e quando vamos perceber aquilo nem tinha assim, tanta importância? Quantas vezes entramos no campo de batalha pelas pessoas erradas e nesse meio tempo encontramos quem realmente faz valer a pena? Percebemos que o tempo todos já tínhamos o que precisávamos, que não havia nada pelo o que lutar?

Fiquei me perguntando esses dias como o amor acontece e nas tantas vezes que achei que estava amando e nem sabia a intensidade desse sentimento.  E pensei também nas tantas paixonites que vivi e que hoje nem sei dizer direito porque aconteceram. Quantas pessoas perderam o seu posto no meu coração porque na verdade nunca o ocuparam? E para quantas tantas eu também não tive o menor valor?

E lá fui eu definir, mais ou menos, como é amar alguém.

O amor pede tempo.  É dia-a-dia. É saber onde dói, como e porque dói. É lembrar da cor e da comida preferida do outro automaticamente e não porque se obrigou a gravar. É saber abraçar de um jeito que acalma… Olhar dizendo tudo aquilo que a pessoa precisa ouvir. Lembrar que o outro adora carne seca. Colocá-lo no meio de conversas das quais ele não deveria estar. Sentir-se seguro e bem resolvido porque mesmo nas horas que não conseguimos ser seguros e bem resolvidos podemos demonstrar. É saber calar, mas principalmente saber falar. Como, quando, onde e porque falar. E é automático. Não dói, não cansa, não se irrita. E quando dói, cansa e se irrita tem por ques verdadeiros. É saber ouvir e não concordar, aliás, discordar mais que concordar, pra dar graça. Pra aprender e ter sabor. É perceber CLARAMENTE porque escolheu ele ou ela e não qualquer outra pessoa pra estar junto, mesmo ela tendo uma mania irritante de coçar o nariz freneticamente ou ser meio hipocondriaca.

Só sabemos definir o que é o amor por comparação. Sempre quando gostamos muito de alguém achamos que amamos essa pessoa. Temos para nós que o amor é o maior sentimento que podemos sentir, logo,  se nunca estivemos próximos a ele passamos a classificar meias paixões como amor também, o que não é de todo errado. Para nós, naquele momento, aquele sentimento forte era amor e, de fato, amamos levinho. Mas amor, amor mesmo fica. É avassalador. E não sei se consegue ser superado facilmente.

Aliás, sei que não consegue. E também não desejo que seja.

4 responses to this post.

  1. Posted by Matita on 22/07/2010 at 14:29

    Concordo com um post anterior que fala que no amor é preciso insistir, é fato! To apanhando nesse quesito, mas é por ai! E fica muito mais fácil insistir qdo o outro é um aliado nessa guerra!

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  2. Tinha comentado um troço ENORME e não foi. Niiiice! (Y)
    Bom, enfim, o que eu tinha dito é que na realidade eu fico feliz em saber que ao menos vc no mundo entende esse meu conceito de relatividade de sentimentos.
    Explico: acho um absurdo querer comparar o meu sofrimento com o sofrimento do vizinho pra eu me conformar, sofrer menos e ver como eu sou feliz se, na realidade, o meu dia-a-dia e as minhas experiências e vivências são opostas, entende?
    É RELATIVO! Vai de cada um. A gente pode se solidarizar e fazer alguma coisa por isso, mas não é porque tá rolando maior guerra no Iraque que meu término de namoro vai doer menos. Feio isso, mas real. Somos humanos.
    Belo post, belas reflexões, mas não sei bem o que é isso. Só faço pensar e pensar…e eu penso HORRORES. Hahahah!
    Beijoka!

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  3. Posted by Giu on 22/07/2010 at 15:11

    Cara, já passei muito por isso, de ter paixonite e achar que era amor. Mas aí quando a gente realmente ama percebe que não tem nada a ver com aquilo que a gente tinha sentido antes.

    E to com Paula sobre isso de querer comparar sentimentos. Pior que isso é quem COMPETE, tipo, “ah, mas a eu sofro mais” ou “a minha vida é bem mais fudida que a sua, pára de reclamar”.

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    • Posted by Ericka Rocha on 22/07/2010 at 15:43

      CARA, ENTENDO BEM VC E A LETTE… Cada um sente as coisas de um jeito. Comparar, competir e mensurar desgraças sentimentais é inviável. Mas tb… Acontece, né? Qm enxerga as coisas do lado de fora sempre acha que a gente está exagerando… Mas se estiver também… É daqueles delírios que a gente não consegue controlar. FATÃO.

      Responder

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