avassalador.

Num dia eles se conheceram e em uma semana juravam um ao outro amor eterno. Ela era tudo o que ele desejava e esperava, planejaram filhos, venderam os bens e decidiram ir morar juntos. Estavam sozinhos há tanto tempo que se agarrariam a qualquer coisa que fizesse um carinho mais intenso, que os fizesse sentir vivos novamente. Qualquer coisa que desse razão para fazer planos não egoístas, porque planos egoístas são demasiadamente rasos.

Todo mundo diz que as coisas, quando acontecem rápido, acabam rápido também. Os dois morriam de medo. Não queriam se perder em meio a tanta perdição, queriam se olhar sempre fundo, como os apaixonados fazem, e ter a certeza incerta de dias sempre mais felizes.

Tudo, quando se tem vontade, torna-se possível.

Não posso dizer que essa relação é vazia e baseada no impulso. Ninguém pode. Há namoros de 10 anos, onde as pessoas se conheciam, tinham certeza que a união daria certo e os casamentos tornaram-se fracassos. Há gente infeliz de diversas maneiras.

Quem garante que o dia-a-dia não os aproxime mais, que os defeitos não construam mais confiança? Porque somos tão céticos em relação ao que as pessoas sentem?

Quem nunca sentiu aquele sentimento de querer largar tudo, quantos casos de gente casada há 25 anos onde, de repente, uma das partes se assume homossexual e chuta o balde? Quantos outros de velhinhos que contam nunca terem se amado de fato? E quantos mais outros que estão juntos por conveniência? Porque às vezes somos autores dos nossos próprios boicotes? Ou minamos relacionamentos de amigos que poderiam dar certo com opiniões desnecessárias? VAMOS INVESTIR FUNDO E SER FELIZ, GENTE.

Não há regras na vida, não há regras no amor, sempre é melhor tentar.

Falo tanto aqui sobre como as coisas devem ou não ser, mas na real falo sobre o modo que EU vejo como as coisas devem ser. Não existe um padrão universal para os relacionamentos. Não tem certo ou errado em sentir as coisas, tem gente que se apaixona pela internet, tem gente que se conhece há anos e num assume que é apaixonado, tem gente que namora e nunca nem soube o que é paixão. LÉ-RI-BI.

Porque se tem uma coisa que eu acredito sobre essa vida louca é que aquilo que deve acontecer acha os seus devidos caminhos para tal.

E fim de papo.

*****

Post dedicado ao @diegozamana e as nossas conversas sobre essa vida de meu Deus.

4 responses to this post.

  1. Posted by Diego on 16/08/2010 at 01:24

    Sensacional érickinha, como sempre escrevendo “pouco” e falando muito, adoro seus textos porque eles batem com a minha idéia das coisas e algumas das minhas experiências. Nossos papos de madru são sempre muito produtivos, espero que você continue escrevendo e filosofando sobre a vida, porque mal não faz e é muito bom de ler.

    Responder

  2. sempre quis conhecer bem a pessoa antes de casar. acho que todo mundo quer, né? mas daí vi o amor dos meus pais morrendo depois de 25 anos de relacionamento e pensei QUÉ SABE, eu quero é ser feliz, o tempo não conta tanto quanto pensamos.

    ericka, sempre me sinto idiota comentando os teus posts, acho que eles ja dizem todo o necessário

    Responder

  3. Posted by Giu on 27/08/2010 at 08:35

    Eu não acredito em amor à primeira vista. Tesão sim, carência sim, mas amor não. Como diz aquele perfil do Twitter, o amor é outra coisa. E claro que relacionamentos espontâneos podem dar certo, mas eu acho que não é a regra.

    Responder

  4. Não acredito em amor eterno de cunho sexual. E ponto final.

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