não fui convidada.

Achei num caderno de matemática da 6ª séria uma lista de convidados que eu fiz para a minha festa de 15 anos. Eu, desde sempre, com essa mania louca de fazer listas. Curiosa ao ver alguns nomes lá inseridos fui checar um diário antigo com a lista oficial, final e intrasferível desse mesmo evento e havia no mínimo 150 nomes a mais, tão já esquecidos quanto os primeiros. Tudo bem que quando completei 15 anos não fui nem comer pizza com a família, uma festa do porte da que eu desejava ter só se realizaria com conforto no Copacabana Palace e eu só conseguiria pagar por algo do tipo se fosse filha do dono do banco Safra.

Hoje, pensando numa nova lista de convidados, reduziria mais que pela metade a primeira lista e achei  isso meio triste. Aquelas eram pessoas tão fundamentais, queria tanto tê-las por perto… Hoje nem sei mais porque estavam lá. Comecei a filosofar, a partir daí, sobre essa coisa de ser fundamental. Achei meus critérios meio momentâneos. Você, quando tem 15 anos, quer chamar o pessoal da academia, do inglês, do teatro, da fisioterapia, do interior, do clube, você quer chamar o MUNDO pro SEU MUNDO. Hoje, aos 23, macaca velha e realista, você tem dificuladade em estabelecer com quem vale a pena gastar o dinheiro do buffet. Eu, por exemplo, fui carta fora do baralho de inúmeros casamentos de gente que eu considerava irmã pra vida, acontece. E não me dôo mais por isso.

Notei que ao mesmo tempo que existem pessoas que evaporam, há algumas que insitem em continuar lá, na minha lista cardíaca, sem perder seus postos nos meus eventos sociais de fino garbo e glamour que talvez eu nunca chegue a concretizar. Aí sim eu vejo quem são os amigos de verdade. Não que me chamar pra festa signifique ser meu amigo, mas sabe pessoas que não tem como você esquecer? Que não importa se elas estão morando em Paris, em São Vicente ou na esquina da sua casa, você faz questão de tê-las com você nas horas especiais? Então.

Aceito que não sou fundamental, aceito quando a grana está curta e é preciso enxugar os convidados, mas não aceito que usem da desculpa de eu não estar na hora e no lugar certo. Ando cada dia mais seleta.

3 responses to this post.

  1. Posted by carlamaia on 20/08/2010 at 14:08

    Ui ui ui.

    “Ando cada dia mais seleta!”

    Nada mais digno. hahahahahahaha
    Tem que ser mesmo, e não acho isso errado, nem interesseiro, apenas vou no ditado: “Diga com quem tu andas e eu te direi quem és!”😉
    Não é?

    Então .. super te entendo! (isso já ta virando um Eu te Amo! Fica vendo! HAHAHAHA)

    Beijos sua nega! =*
    HAAHAHA s2

    Responder

  2. Acho que não há bem que sempre dura e nem mal que nunca acabe.
    Amizades terminam, namoros terminam, a vida termina. É assim que funciona.
    Será que estou sendo muito pessimista?

    Responder

  3. Olha, tudo na vida é uma questão de filtro. Iniciamos no mundo das amizades querendo fazer amizade com TODO MUNDO MESMO. Todas as crianças chamam todas as pessoas que conseguem ver de amigo (no caso do meu primo, de irmão! hahahahaha). Isso é porque nós não temos a malícia e o poder de selecionar aquilo que nos faz ou não nos faz bem. E admitamos: existem pessoas que simplesmente não nos fazem bem.
    Já na pré-adolescência começam as inimizades que se fortificam e transformam-se em seletividade na vida adulta. Não se sinta preterida ou triste por não constar em algumas listas ou não desejar mais uns e outros das listas antigas. Isso é completamente normal.
    O ser humano é gregário, mas não é otário.

    Responder

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