carta de amor moderna – parte 2

Sabe, as coisas andam realmente difíceis pra mim, mas de nada tem a ver com você. Aliás, elas poderiam estar muito piores se meus finais de semana não fossem tão tranquilos, se eu não vivesse correndo pra te encontrar na porta da faculdade. É um mecanismo tão simples, te ver e, de repente, tudo começar a valer a pena…

As nossas alegrias são muitas, mas eu tenho uma parte que é só minha. E nela uma série de expectativas acumuladas nas quais eu deixo nascer verdadeiros monstros.

Não sou sempre assim, tão pessimista. Não sou sempre assim, tão marrenta.
Dou chiliques, mas desses de escorrer lágrimas só quando tenho fome, sono, frio ou calor. Eu juro.

É que ando de TPM, ando destruindo minhas orelhas de nervoso e não é culpa sua. Tenho sido estúpida quando, na verdade, deveria ser mais carinhosa. Te digo coisas que às vezes você não merece ouvir e interpreto atitudes simples, que sempre te foram comuns, como verdadeiras agressões diretas, como se tudo no mundo conspirasse para eu explodir em algum momento, espalhando em você mais um daqueles medos que a gente só mostra pra quem confia de verdade.

E quanto mais passam os dias, mais eu tenho a certeza que é com você que eu quero estar pro resto da minha vida. Nessas horas fica ainda mais difícil ser eu,  como eu me cobro. Como pode alguém como você, com toda essa calma, essa racionalidade sobre tudo e essa força estar com alguém como eu? Não tenho paciência nem para resolver um projeto de marcenaria. E também não sei resolver esse conflito que tenho entre a minha pessoa e eu, entre os meus fracassos passados e meus sonhos futuros, eu sei que você entende que às vezes sou consumida pelos meus fantasmas, você entende tudo. Exagerada, drástica, alterada. Você sempre entende mesmo, e ainda bem.

Prometo te devolver cada minuto que você me faz sorrir e me sentir a mulher mais especial do mundo. Prometo estar do seu lado te abraçando bem forte quando você, assim como eu, ficar meio sem saber o que fazer  da vida do jeito que ela estiver. Prometo entender, sorrir, escutar, conversar. Todas as coisas que você faz por mim.

Prometo repetir que você precisa relaxar quando vocês estiver exagerando, mesmo que eu nunca precise fazer isso. A estressada nessa dupla sou mesmo eu.

E prometo escrever também mais e mais cartas para cada dia que você me fizer repensar que eu posso ter azar em quase todas as áreas da minha vida, mas que nada disso tem de fato importância porque tenho você. E soando brega ou não, o amor dá mesmo razões para tudo.

E forças pra que eu ainda prossiga, por nós, com todos os meus planos.

Amo você,

Ericka.

2 responses to this post.

  1. Posted by Matita on 31/08/2010 at 14:47

    LINDO!

    Responder

  2. Posted by Giu on 08/09/2010 at 18:03

    A merda quando a gente tá mal é que tudo vira uma grande bola de neve e a gente começa a dar proporções gigantescas a coisas bobas. Uma brincadeirinha vira uma ofensa, uma piada vira uma afronta e parece, como vc disse, que o mundo conspira contra a gente. Mas é nessas horas que a gente tem de se agarrar às coisas boas, àquilo que está legal (no caso, o destinatário da carta) e nadar contra a maré.

    Responder

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