por dentro.

Gosto de ficar analisando minhas próprias condutas para ser uma pessoa melhor. Obviamente, sou terrível em muitos aspectos, mas acho inconcebível o fato das pessoas não serem capazes de auto-corrigir-se (está certa a grafia dessa palavra?) e melhorar, tentar ser seres vivos mais dignos e agradáveis para si ou para com os outros. Meu pai é assim, uma muralha. Não ri, não chora, não admite erros. Não pede perdão, nem desculpas, não demonstra carinho algum. Meu pai e mais uma série de outras pessoas que conheço.

Não nascemos exatamente do jeito que somos hoje, me refiro aqui ao momento presente. Seria um clichê da psicologia dizer que o que nos define é parte DNA e parte exeperiências, mas essa é a maior verdade sobre todas as coisas das quais escrevo aqui. Penso que se nosso DNA é imutável, deveríamos fazer com que as nossas experiências mostrem coisas. Quando nos enervamos com algo, procurarmos saber o por que verdadeiro de tal. Quando desgostamos, quando nos entristecemos… Enfim, o tal do auto-conhecimento.

Penso, também, que a maioria das pessoas ou busca o auto-conhecimento e se torna melhor ou se fecha na tal da imutabilidade, tornando-se intragável. O mundo é que está errado, não você. A sociedade é que é clichê, cheia de convenções, não você, você nunca. Ou melhor, você sempre.E  o mais engraçado é sofrer com essa mesma decisão de manter-se rígido em relação aos próprios conceitos.

Alguns chamam de egoísmo, outros de egocentrismo. Os mais ousados chamam de amor-próprio, que, pra mim, é um conceito bem distorcido já que beira o orgulho cego. Eu chamo de escrotisse. Eu odeio gente escrota.

Acho que se não for pra fazer as coisas por si, que seja por quem você realmente se importa. Se não for pra mudar porque deseja, que seja porque é preciso. Porque a vida seria mais leve assim; sem crises, cobranças, é gostoso fazermos alguém feliz mesmo que isso nos torne “a little bit miserables”. É como cutucar a casquinha da ferida que coça: dói, mas também nos dá um estranho prazer de arrancá-la de lá. Deixa marca, mas sara. E depois a gente nem lembra de onde veio aquela cicatriz que não nos deixou mais ser 100% igual ao que éramos antes, mas no final das contas, nem fez muita diferença.

O importante é que ela se instalou lá para aprendermos a não tropeçar pra não machucar tão feio.

Amar (num sentido amplo) é simples assim.

2 responses to this post.

  1. Posted by Tayan on 15/12/2010 at 16:52

    Sócrates disse: “Homem, conhece-te a ti mesmo!” Assim como disse que “uma vida que não é analisada não merece ser vivida.” O segredo é aprender com os erros. As cicatrizes não são troféus, afinal. São avisos. Afinal, persistir no erro é burrice. Que sejamos cada vez menos burros!

    Responder

  2. Posted by Jaqueline Jacquier on 18/12/2010 at 03:40

    Realmente, tem pessoas que se fecham na “tal da imutabilidade” e não mudam nunca. O mundo inteiro está errado, do avesso, e o ponto de vista deles é o mais correto. Isso pra mim é escrotisse. Acho apartir do momento que as pessoas começam a se “auto corrigir” começam a evoluir.

    Estou ficando meio repetitiva mas, novamente: adorei o post!

    Responder

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