poderosa.

Nunca acreditei em mim.

Como muita gente, vez ou outra, eu acho, deve duvidar de si. Sempre me senti mediana, ruim em matemática, ruim em tudo. Nunca achei que escrever fosse dom. Achava que toda a pessoa, se treinasse um bocadinho, fosse capaz de passar para o papel corretamente, linha após linha, as ideias que tinha na cabeça.

Quando na escola elogiavam uma redação qualquer eu ficava feliz, mas não ligava muito. O que se extendeu até os dias de hoje. Inteligente pra mim é quem resolve todos aqueles problemas de Física e entende Química, coisas das quais eu nunca consegui entender.

Pensava em ser jornalista não porque considerava que essa era minha vocação, mas porque acreditava que não sabia fazer mais nada além disso.

Enquanto meus amigos discutiam suas aptidões e carreiras, decidiam se prestavam Engenharia ou Direito, eu já tinha lá, bem definido na minha cabeça, que queria ocupar um posto no Jornal Nacional ou que, no mínimo, ia escrever sobre as crises políticas internacionais na Folha de São Paulo.

A questão é que logo no inicio da faculdade percebi que esse mundo de coisas palpáveis nunca foi lá meu forte, eu sempre gostei mais foi de gente mesmo, sempre prestei mais atenção no lado emocional que racional de todas as coisas na minha e na vida alheia.

Foi daí que entre ser uma literata sem muito futuro e ser uma designer apaixonada eu optei pelas artes. E hoje, apesar de ter muita certeza que amo a profissão que escolhi, não tenho muita convicção se é pra isso mesmo que eu sirvo. Dá pra entender? A gente precisa encontrar nosso lugar no mundo para que as coisas funcionem direito.

Escrevi na contracapa de todas as minhas agendas até os meus 16 anos a seguinte frase: “Quem sabe o que quer e onde quer chegar encontra os caminhos e o jeito certo de caminhar.” Hoje, no bar, me lembraram dessa máxima de vida sem nem nunca terem tido acesso a quaisquer que fossem essas agendas, me lembraram que é preciso que eu acredite em mim e tenha um plano. Se eu mesma não acreditar que sou boa em algo, como vou me impor? Como vou convencer os outros de que sou capaz de ser muito além do que se vê por meio das coisas que eu escrevo, desenho e tudo o mais?

Não basta sonhar, é preciso ter um plano. E ultrapassar alguns obstáculos que a gente insiste em dizer que estão pela vida, mas que se prestarmos bastante atenção, estão dentro da gente.

5 responses to this post.

  1. Posted by Victor on 26/12/2010 at 04:21

    Ótimo texto!
    É complicado mas é acreditando fielmente naquilo que vc faz que se consegue progredir.

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  2. Posted by Fernanda Beltran on 26/12/2010 at 14:21

    Él, parabéns por ter a coragem de lutar para trabalhar com algo que realmente ama! Te admiro mto! bjo

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  3. Eu acredito em você.

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  4. Posted by Matita on 26/12/2010 at 20:21

    Ultrapasse os obstáculos e vá brilhar, sua linda!

    Responder

  5. Posted by Jaqueline Jacquier on 27/12/2010 at 13:59

    Eu acredito no seu potencial! Como designer não conheço teus trabalhos, mas vc escreve muito bem. Acho que não é qualquer um que sabe organizar o texto em “introdução, desenvolvimento e conclusão” que seja bom não, afinal pra escrever vc precisa ter personalidade, tornar o seu texto único, ter um jeitinho próprio assim como vc tem. Enfim, minha opinião =)

    Responder

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