harém.

Acho que os homens podem ter quantas mulheres desejarem ter. E, as mulheres, quantos homens parecerem interessantes. Acho isso de verdade.

Mas daí, se alguém disser que é verdadeiramente feliz num relacionamento de 25 anos, com 3 filhos, mantendo 7 amantes, é mentira. O cafajeste  e a vagabunda, na minha opinião, são as pessoas mais sozinhas do mundo, mais indecisas. Não conseguem encontrar para si uma única pessoa que as faça completamente felizes, vivem de pedaços.  Acho juvenil e triste homem dizer por aí que trair é normal e que faz parte da natureza dos seres humanos. Que faz parte dos nossos instintos é um fato, mas da parte nociva deles.

Quando eu falo de juventude, não me refiro à idade. Vi homens e mulheres dos 14 aos 65 anos terem exatamente as mesmas ações, opiniões e posturas. Cometendo os mesmos erros. Quem não tem o hábito de se envolver em profundidade com alguém não adquire maturidade para se envolver nunca. É um círculo vicioso.

Se manter uma pessoa já é complicado, imaginem administrar várias, fazer todas felizes, estar presente em mais de uma família, diferentes vidas, umas mais que as outras, claro, mas várias, cada final de semana em uma. Você vive o melhor de todos os mundos e não conta integralmente com ninguém, até porque, morre de medo disso. Quem conta com uma única pessoa corre o risco de ficar sozinho e de sofrer terrivelmente depois. Todo mundo sabe como dor de abandono é ruim.  Mas quem perde a capacidade de ter uma só um, que nem os pinguins, acostuma-se a ser sozinho. Sem ninguém.

Há quem diga e prefira viver dessa forma. Se desliga dos amigos do trabalho, se desliga dos amigos de infância, se desliga de qualquer forma de convívio que proporcione algum laço afetivo. Sem dependências, no strings attached.  Não tem gato, nem cachorro pra poder viajar e sair de casa a hora que quiser, que dirá homem ou mulher pra enxer o saco. E como desde os 14 anos tinha esse senso de independência altamente desenvolvido, ganhou seu próprio dinheiro, comprou sua própria casa, seu carro, visita a família por obrigação apenas uma vez por mês e acha isso ótimo. Odeia ter obrigações com alguém além daquelas que a própria vida impõem, é muito mais simples.

Mais dia vai, dia vem, vem a doença. Os dias de chuva, de tédio e a velhice. E foram tantos os casos do acaso, tantos rolos, que as pessoas deixaram de acreditar que ele (ou ela) pudessem mudar. Somos tontos até certo ponto, mas, uma hora, a gente quer mesmo é ser feliz. O dono do harém dos anos 90, é um cara satisfeito, sem dúvida. Mas o amor de fato, nunca sequer soube como é.  Mesmo que  insista em dizer para todos os amigos que melhor mesmo é não ter ninguém pra chamar de seu.

Tomem cuidado com a liberdade: até ela em excesso, faz mal.

17 responses to this post.

  1. Adoro quando vc mesma resume seu post em 4 palavras: liberdade em excesso faz mal! Concordo e ainda digo que todo mundo precisa ter pelo uma pessoa na vida pra quem vc tenha certeza que faria falta!
    Tô sempre por aqui, viu?! As vezes não comento, mas tô acompanhando! rsrs
    =] Bjo!

    Responder

  2. Posted by Mari B on 07/04/2011 at 13:42

    Concordo plenamente!Quem não consegue se prender a apenas uma pessoa só mostra insegurança e medo,não felicidade!
    ;**

    Responder

  3. Muito sábio esse post, adorei. Não é todo mundo que tem a maturidade do comprometimento.


    Camila F.

    Responder

  4. Eu acho que o ideal é que cada pessoa tenha duas pessoas. Uma que seja o seu amor verdadeiro, aquela pessoa que tem o seu coraçao, e a outra que seja uma paixao, pois a paixao é uma necessidade de toda e qualquer pessoa, só que com o passar dos anos a paixao acaba mas o amor fica. Nao conheço nenhum casal que conseguiu manter a paixao por tanto tempo, a ponto que ela nunca acabasse. Por isso, acho justo que exista uma segunda pessoa por quem voce seja apaixonado, mas para que isso aconteça corretamente ambos tem que ter a cabeça aberta para novas experiencias mas nunca se esquecer de quem realmente ama.

    Responder

    • Posted by Ericka Rocha on 07/04/2011 at 13:59

      Nossa, Zamaninha, sabe que o que vc pensa faz bastante sentido?? Apesar de eu não ter essa mente aberta toda pra concordar! HUAHUAHUAAH…

      Responder

  5. Pois é… Isso é um problema mesmo!

    Respondendo ao seu comentário, flor!
    Eu ando meia tristinha sim, coisas da vida, na verdade, coisas do coração! Probleminhas com o namorado, mas tudo vai se resolver!

    Beijos.
    http://www.consumisse.blogspot.com
    @thaharaujo

    Responder

  6. Posted by Marcelo on 07/04/2011 at 15:13

    Acho essa coisa toda uma questão mais cultural do que “humana” propriamente dita. Em várias culturas e em muitas épocas, ter mais de uma mulher era aceito (ainda é em algumas) e necessário (como após um longo período de guerra).
    Do ponto de vista unicamente fisiológico, eu acho que estamos programados para a poligamia. A maioria dos mamíferos (incluídos aí os primatas) são poligâmicos.
    Agora, se o nosso paradigma cultural ocidental cristão de hoje coloca nossa consciência em choque quando acabamos por trair aquela pessoa que amamos. Pessoas que traem também ficam à margem da sociedade pelo mesmo motivo, logo a solidão. O que vejo são pessoas que ficam na corda bamba, sem saber se se entregam aos seus instintos ou se tolem pelos limites sociais. Acho que cabe a nós estar atentos e decidir se isso é algo que aceitamos ou não, dentro da nossa própria visão de felicidade.

    Responder

    • Posted by Ericka Rocha on 07/04/2011 at 15:17

      Eu não sei se tem a ver com o fato da estarmos numa sociedade cristã ou de sermos monogâmicos… Até nas sociedades poligâmicas há uma esposa principal, ou aquela que o marido mais gosta, prefere… Ama. Não dá pra dividir amor, acho possível estar com várias mulheres, ter várias parceiras, cada qual com uma coisa, mas se até ao amarmos FILHOS temos uma certa preferência porque não mantermos apenas UMA preferida? E fazermos direito?
      Num é?
      Gostei muito do seu comentário, Marcelo, aliás, como muitos outros que você faz por aqui! =]

      Responder

  7. Posted by Julieta Cacchione on 07/04/2011 at 16:26

    sem palavras quita!!!
    mto mto mto bom!!!
    =D

    Responder

  8. Oi!!!

    Tbm acho que essas pessoas vivem em pedaços. é tão gostoso ter alguém que te ame e vc tbm ame a ele, e ambas se respeitando na vida…

    Bjs!!!

    Responder

  9. Posted by Melzer on 07/04/2011 at 17:30

    Muita verdade nesse post.
    Comentário curtinho, mas só pra marcar presença. Hahaha…
    =*** Erickaaa!

    Responder

  10. Ser livre é bom pra caramba.Mas até a página 3!
    Um beijão querida
    http://www.rosianeteixeira.blogspot.com

    Responder

  11. Eu acho que quem levanta a bandeira de que é muito desapegado toda hora na verdade é bem carente. Todo mundo precisa de alguém: amigo, família, homem, mulher, cachoro, gato, amigo imaginário…hahahaha

    Responder

  12. Sou super a favor de curtir bastante antes de escolher a pessoa certa, melhor q ter mil é ficar com a que ama.Amei o texto bj

    Responder

  13. Posted by camilla on 09/04/2011 at 22:11

    adorei o post ericka, voce escreveu uma coisa muito certa, que ocorre na vida de muitas pessoas, sempre falo que vou entrar aqui pra ve seu blog e acabo nunca entrando.. resolvi entrar hoje e estou dando uma olhadina, ele é muito bom! adoreeei! parabééns

    Responder

  14. Posted by Yuka on 10/04/2011 at 03:26

    Concordo tanto com seus textos que fica difíil comentar… Eu leio, leio… Fico procurando um contraponto pra não parecer repetitiva, mas nunca consigo! *rs!

    Responder

  15. Posted by Lette on 10/04/2011 at 10:28

    Muito sábio o seu post. Adorei cada palavrinha.

    Responder

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