Posts Tagged ‘mundo masculino’

machismo.

Algum dia, em algum lugar do mundo, uma mulher resolveu que queria estudar. Depois, votar. Daí todas as demais passaram a querer também. Você já viu uma mulher olhar outra fazer alguma coisa diferente e não querer fazer igual? Eu não.

Houve um momento em que mulher nenhuma podia usar calça jeans ou cortar o cabelo Joãozinho. Absurdo. A gente foi lá, queimou meia dúzia de sutiãs e se libertou dessa, graças a Deus. Daí foi só pensar: se a gente podia ler, escrever, votar, usar calça jeans e cabelo curto, porque não trabalhar? Esse lance de ficar só cuidando de filho e lavando roupa tava dando nos nervos, ter um pouco de vida fora da família faria bem. E lá fomos nós para as fábricas, quebrar o preconceito de que éramos inferiores e destinadas ao lar, a ser professoras, costureiras ou coisa do tipo. Queríamos ser empresárias de sucesso, queríamos poder ter a opção de não ter filhos, de não ser sustentadas por homem nenhum. Tanto quisemos que conseguimos, olha só que bela bosta. Hoje a gente tem que caçar no laço um homem que seja gentil. Um homem cavalheiro. Um homem que não se sinta diminuído por estar ao nosso lado.

Conquistamos tantas coisas que eles já não acham necessário exercer o mínimo machismo sobre nós,  vai que ofende?

No final das  contas essa coisa de feminismo foi melhor pra eles que pra gente. Além de super mães, esposas e donas de casa a gente passou a trazer dinheiro pra casa, tem coisa melhor? Ah, sim! E isso tudo sem descer do salto, sem poder engordar, pensando sempre nas unhas, cabelo e depilação. Mulher esculachada, não dá.

Mulher que tem dinheiro não gasta o do seu homem, mulher que trabalha tem menos tempo de enxer o saco. Simples não, é?

Sei que pode soar bastante machista, mas gostaria que os homens achassem toda essa nossa superioridade absurda. Que fizessem um convite para jantar cordialmente e pagassem a conta. Seria bom também que eles agissem como galãs de novela. Abrissem a porta do carro,  planejassem um passeio diferente, oferecessem presentes sem motivo ou data especial. Que nos dessem flores, chocolates, jóias e vestidos. Quem foi que disse que agora que a mulher trabalha não precisa de mais nada? Que fossem cordiais, pelo menos pra nos conquistar, e não intreresseiros ao ponto de fingir que esqueceram a carteira em casa pra gente ainda pagar o deles. É o fim da picada.

O feminismo acabou com o romance. Tem mulher que fica ofendida do cara pagar um cinema, VAMOS PARAR COM GRAÇA. De nada tem a ver direitos iguais com educação e galanteios e eu, sinceramente, acho esse papo de igualdade entre homens e mulheres uma bobagem. Somos diferentes, começando pelo lado fisiológico. Eles fazem xixi em pé, minha gente. Tem estrutura pra bater bem forte em alguém sem se machucar. Podem arrotar em público, coçar o saco, não precisam depilar as axilas. Sei que existem mulheres pilotas, mas eles dirigem mesmo melhor que nós, é fato. Porque está no cérebro, no gene, porque eles não conseguem fazer 10 coisas ao mesmo tempo como nós somos profissionais em fazer, mas fazem uma única, se desejarem, excelentemente bem.

Nunca seremos iguais, nem em mil anos, e nem seria saudável que fôssemos. Não existe essa inferioridade inventada, homem que acha que lugar de mulher é no tanque pode voltar pros anos 50. Mas homem que acha que porque a gente dirige e trabalha é obrigada a agir como parceira no futebol é complicado, a coisa tá sem limites. Se por um lado a gente gosta da nossa independência não deixa de ser mulher. E como seres sensíveis apreciaríamos muito que vocês fossem homens de verdade. Com AGÁ maiúsculo.

No dia em que homens e mulheres forem iguais a humanidade estará destinada ao fim. Que interesse temos naquilo que nos é semelhante? O que acrescentaríamos a eles (e vice versa) se agíssemos, pensássemos e fizéssemos tudo igualzinho? Deixem que eles reclamem dos nossos vestidos. Que paguem as contas, dirijam os carros, deixem que conduzam alguma coisa e que pensem que são fundamentais para o bom funcionamento das nossas vidas. Deixem que eles sintam-se responsáveis pela nossa proteção e bem estar mesmo que não sejam. Eles precisam disso e creio que a gente também. Faz algum sentido?

Sejamos machistas. Porque de nada adianta conquistar todos os bens desse mundo sem termos pra quem nos exibir. Fica a dica.

romance instantâneo.

As mulheres tem reclamado que os homens não querem se comprometer. Os homens tem reclamado que falta mulherada de qualidade no mercado. Que descompasso é esse, minha gente? Tendo em mente que tanto os homens quanto as mulheres que eu tenho contato são pessoas realmente interessantes, no sentido amplo da coisa, porque as pessoas andam se desencontrando dessa forma?

Acho que ficamos muito presos à teoria, escolhemos demais e paramos de nos envolver.

Ou porque temos medo que dê terrivelmente errado, como muitas e muitas vezes já aconteceu na minha vida e na de vocês, ou porque tememos que dê certo. Esquisito, não?  Quando um envolvimento qualquer funciona ele gera novas responsabiliades e preocupações que também podem vir a ser problemáticas. Tudo na vida tem seu lado complicado.

Ficamos sempre no raso, como crianças sem bóia na piscina. Conhecer à fundo uma pessoa demanda um tempo que hoje não temos nem para nós mesmos. A gente quer todo um romance pronto, à primeira vista, um bater de santo logo no olhar. Preguicinha de ficar perguntando sobre as preferências, discutindo sobre a vida, falando daquilo que interessa. Até porque o que é interessante pra mim pode não ser para o outro e imagina que saco ser descartada por gostar de pagode e não de rock? Melhor nem revelar certas tendências.

Gostamos e achamos confortável desconhecer. E continuando nesse ritmo é impossível ter real interesse sobre alguém, a vida não é como nos filmes, infelizmente. Na vida real ele é muito gordo, ou muito intelectual, ou muito superficial, ou muito respeitoso, ou muito cansativo, ou muito alguma outra coisa. Nosso inconsciente sabe que vai ser difícil ter alguma coisa com alguém tão diferente então nem ousamos tentar pra depois dizer por aí que a culpa é dos homens, das mulheres ou do mercado que anda fraco.

A culpa toda é da nossa lógica.

pequenas proibições.


Ela sempre foi daquele tipo de mulher que chamava a atenção em qualquer lugar; e sabia disso. Não poupava olhares abusados, roupas provocantes e sabia seduzir com classe mesmo que sem nenhum interesse. Conseguia tudo o que desejava só no jeitinho,  mantinha o mistério sem cair na vulgaridade e poderia ter qualquer homem num piscar de olhos; sem nem mesmo estar no top 5 das mulheres mais bonitas que eu já conheci.

Era um algo a mais, um bom humor, o jeito com que ela mexia no cabelo ou contava piadas, a forma leve e desencanada que vivia a vida e falava com as pessoas. Não se importava com julgamentos, não se importava, na verdade, com coisa alguma. Ela apenas queria viver tudo que houvesse para ser vivido. E seguia seus dias livres sem a preocupação de namorar, casar, ter filhos ou conhecer um grande amor, muito diferente das amigas que nos quase 30 começavam a se descabelar.

Um dia encontrei com essa amiga por São Paulo e ela estava mudada, com ares de quem levava consigo um peso maior que merecia carregar. Os cabelo, antes loiros e sempre soltos, davam lugar a uma seriedade de escritório, morena, sóbria, coisa que nunca imaginei que poderia ver. Brincos discretos, sapatos formais, olhar de quem tem dono. Não a vi rir alto no bar ou fazer amizade com desconhecidos, não gesticulava mais ao falar, não era mais a pessoa que eu conheci. Conversamos brevemente sobre a vida, ela comentou que não saia faz tempo, que não encontrava mais com a nossa antiga turma e comentou também sobre um noivado que me pareceu um velório. Era a morte dela mesma.

Descobri no “diz que me disse” que o futuro marido era um ciumento e possessivo engenheiro que ela havia conhecido no trabalho, o famoso “encosto mané”. Nada de telefonemas longos, chá com as amigas, nada de unhas vermelhas. Quem tem dignidade nessa vida tem que pintar sempre as unhas de branquinho noiva e essa não é a primeira vez que vejo um homem exigir esse tipo de coisa. A mulher que ele mesmo apaixonou-se, fez mudar. E ela, cedeu. Ela, que nunca ouvia pai, mãe, ou padre, que nunca se submetia a ficar presa numa gaiola tornou-se mais uma de quase trinta submissa. Amedrontada. Apaixonada. E o mais triste de tudo isso: infeliz.

Não há como estar bem numa situação em que esquecemos de nós mesmas e não há anel de brilhante ou convite de casamento glamouroso que me faça crer no contrário. Das coisas que faziam dela uma das mulheres mais interessantes que eu já conheci, não sobrou nem o olhar. E para quem tanto experimentou, foi, voltou, sentiu e viveu, muito me admirou o fato dela passar a chamar todas essas pequenas proibições de amor.

E a fingir que, de fato, acredita nisso.

o mentiroso.

Conheço tantos homens filhos da pu** que não consigo contar nos dedos. E antes de vocês pensarem que tive envolimentos romanticos complicados com cada um deles, já aviso que não. Os tais fdp mostram suas garras como amigos, em conversas informais e em situações que, geralmente, alguma amiga esteja envolvida e eu queira ter provas concretas e absolutas, pra mandar ela se afastar do cabra da peste enquanto é tempo e não embarcar em mais uma cilada.

Cabe reforçar aqui o que já disse inúmeras vezes: nós mulheres somos espertas. Não adianta vir com esse papinho de que não fazia a menor idéia de que o cara era um lobo vestido em pele de cordeiro porque não cola. NÃO COLA. Você sabe das consequências, mas a sabedoria da música brasileira é ímpar; ele não vale nada, mas você gosta mesmo assim.

E outra, os verdadeiros cafajestes desse Brasil são sinceríssimos. É exatamente por isso que elas gamam. Já avisam que não vão ligar no dia seguinte, que não querem compromisso nenhum e, ao mesmo tempo, elogiam a pretendida da cabeça aos pés. Dizem que ela é musa, altamente desejável, falam do corpo, da voz e dos cabelos. Exaltam aquilo que a mulher tiver de melhor nem que seja algo que ela não repare em si. Depois que ele elogiar, ela vai começar a notar. E o pior de tudo é a luta constante entre o ódio e o desejo. Você quer provar que não vai ser seduzida,  já estando seduzida, tem jeito não. O problema do cafajeste é confundir os nossos egos.

Conversando com a Desaventurada percebi que pior que os cafajestes são os mentirosos. Os dissimulados. O cafajeste não te jurou nada. O cafajeste já pegou todas as suas amigas, sua prima e se sua mãe desse mole dava o golpe nela também. Ele te deseja tanto quanto deseja todas as mulheres do mundo, você a ele, ele te usou, você também, ele te curtiu, você também e ele sumiu. Típico. Tradicionalíssimo. Você até dá aquela sofridinha, mas sabia que num ia longe.

Agora os mentirosos fazem promessas, tem todo um papo furado. Se garantem na lábia e não na pegada. São os caras que dizem ter medo de se envolver. Que fingem estar no trabalho ou dormindo, que fogem do assunto seja ele qual for. Que não marcam programas com os seus amigos, que desaparecem nos feriados. Que apagam mensagens de e-mail, de celular, do orkut e que “odeiam” internet. Que somem depois de dividirem uma vida com você por 3, 4 meses e aparecem noivos de alguém no Facebook jurando amor eterno e coisa e tal. Esses são perigosíssimos. E causam as maiores dores do coração.

Vai dizer que você nunca se deparou com um tipo desses?

Seria bom se a gente criasse uma rede de denúncias pra esse tipo de crápula, mas deixe estar.

Esse mundo é re-don-di-nho.

o sexy feio.

Os homens andam mudados. Mais que as mulheres. Homem muito galã, nos dias de hoje, é quase sinônimo dele ser gay. Não que isso seja um problema pros gays, mas é um pro-ble-mão para as mulheres solteiras à procura. Mesmo. Homem muito malhado também. Via de regra o sujeito se revela um narcisista metrosexual. Difícil amar alguém de 1,85 que faz flexão pra sair de casa de regata com o braço TRINCADÃO, né? Complicado. E tem os mega relaxados, esses são terríveis. Acham que podem ir pra qualquer lugar do planeta de barba por fazer, bermuda caqui e Havaianas. Num dá.

Acho que os esteriótipos nunca fizeram tanto sentido. Não sei se é porque eles existem que eu acabo colocando as pessoas em potes com etiquetas, ou se é porque as pessoas se auto-classificam que eles existem, tanto faz nesse momento. Mas de todos os tipos de homens que possam existir no mundo, dentre os feios, gordos, magros, nerds, intelectuais, esportistas, adoradores das artes e bi bi bi, NENHUM têm se tornado tão popular entre as mulheres quanto o sexy feio, pode reparar.

Ele não é gordo, nem magro. Nem alto, nem baixo. E, definitivamente, não é bonito. Não fala que  é rico. Não fala muita coisa, na verdade, os sexy feios são meio caladões. E eles tem um dente torto, um olho maior que o outro, uma bermuda surrada, um colar breguinha, um topete esquisitinho… Um charme. Não tem explicação.  E geralmente não estão em perfeita forma, sempre rola uma barriguinha de chopp. Na balada, parece que têm mel. De calça jeans, tênis e camiseta branca são a sensação. Feinhos e simpáticos. Feinhos, e… Sexys. Os amigos não conseguem entender. De onde vem tanta sensualidade?

Seria a pintinha preta perto da boca? O ar misterioso? O fato dele não sair à “caça” da mulherada que atrai a mulherada? O desafio de saber o que existe por trás daquela aparente sem gracisse?

Não sei.

Só sei que se eu pudesse dar um conselho aos homens não seria usar protetor solar.

Ao invés de tentarem parecer ricos, fortes ou altamente inteligentes, coisa que grande maioria considera ser super afrodisíacas, sejam simples.

A gente adora.

confissão.*

“Tudo que uma mulher disser pra gente, pelada, a gente acredita. Mesmo que seja o maior absurdo do mundo.

Que ela nunca tinha visto um homem tão bem dotado na vida, que ela nunca se sentiu confortável desse jeito com ninguém. Que ela me ama mais que ama ao marido, que não vai contar para as amigas sobre nada do que aconteceu entre nós.

A gente simplesmente engole.

Se ela jurasse que era paraplégica até chegar ao ato, acreditaria piamente. Se ela confessase ser orfã, assasina em série recuperada, se dissesse ter nascido na Bósnia, ou coisa do tipo, eu nem questionaria. Ela está ali, pelada. Indefesa. Nada pode ser ficção nesse momento.

Dizem que as mulheres são tolas e que acreditam em tudo o que os homens falam. Não é verdade. No final das contas a mulher sabe sobre todas as nossas dissimulações, mas não quer estragar a felicidade que vive engolindo lucidez. A felicidade do prazer é cega. E se é para elas, para nós é muito mais.

Também não é verdade que não queremos compromisso, aliás, quando encontramos uma que vale a pena é sempre isso que desejamos. O problema é que elas quando peladas podem tudo, são rainhas. E a gente sempre escolhe as erradas pra acreditar. E a gente quase nunca escolhe se elas aparecerem mesmo peladas, o que é um problema, então ficamos com a má fama.

Você, mulher, saiba disso: há poucas coisas que um sexo de qualidade não cure. Entre elas talvez estejam as mentiras que vocês nos contam quando descobrem isso.”

*Texto meramente fictício baseado nos bate-papos entre eu e um grande amigo.

testosterona.

Homem serve pra matar barata. Abrir pote de azeitona. Trocar lâmpada e pneu furado de carro.

Homem que é homem deve consertar chuveiro, reclamar das calcinhas penduradas no box, reclamar quando a gente rouba dele a lâmina de barbear pra depilar as pernas. Homem de verdade tem que ter um certo questionamento quanto a cor rosa: ou usa porque se garante ou não usa porque não gosta de cor nenhuma. Nunca porque duvida da sua masculinidade, ou porque o tom não fica bem com a tonalidade da sua pele (UI!). Nunca.

Homem que é macho mesmo tem que calçar mais que 40. Tem que gostar de futebol, basquete ou vale-tudo. Não pode ter nojinho de cerveja, não pode ter nojinho de cabelo no ralo, não pode ter nenhum tipo de nojinho.

Homem tem que saber abrir garrafa de tampa de metal na parede, sem quebrar o gargalo. Homem tem que saber fingir que adora romantismo, mas não pode ser muito emocional, porque daí a gente pisa. Homem tem que ser solícito mesmo que pra tarefa mais cretina. Tem que fingir ouvir mesmo que não tenha absolutamente nada a acrescentar.

Sujeito cabra tem que saber pelo menos as regras do pôquer. Tem que já ter tomado whisky puro. Tem que gostar de carro, ou de moto, ou de alguma outra coisa que possa incluir tratores, sistemas mecânicos e tudo o mais. Homem tem que ser inteligente, culto e ogro quando tiver que ser. Tem que agradar os pais dele, mas saber dizer não de vez em quando pros mesmos pais, porque a gente desconfia de tudo que é muito certinho.

Aí, perguntei pra um homem como mulher de verdade tem que ser e ele foi direto:

Gostosa.

Somos mesmo muito exigentes.