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casamento imaginário.

Oi, linda!
Vê só!

Não me considero ingênua quando o assunto é relacionamento, mesmo porque já deu pra aprender muita coisa nessa vida! Mas estou vivendo uma história que contraria todas as minhas teorias sobre homens galinha. Ele é tipo o homem que eu pedi pra Papai do Céu… Só acho que eu esqueci de dizer na oração que tinha que ser solteiro…!

Vamos à história:

Conheci o Léo em um evento em novembro, através de amigos em comum. No primeiro dia ele não deu demonstrações de que sequer havia notado a minha presença, mas no dia seguinte começamos a conversar, e conversamos como se nos conhecêssemos há muito tempo. Como o evento estava terminando, ele pediu meu telefone e me deu o dele. Depois disso trocamos MSN e no fim de semana seguinte ele me chamou pra sair. Tudo perfeito! Até chegar o Natal e ele me dizer que mora com a mulher e ia passar o Natal na casa do sogro. Não encuquei com isso, porque na verdade saber disso não mudou nada o que eu já sentia por ele e podíamos perfeitamente continuar amigos, já que nos encontraríamos em outros eventos inevitavelmente. Continuamos conversando e saímos novamente.

[Agora a história fica confusa!]

O que tá me intrigando é que: 1. Nas vezes em que saímos, fomos pro bairro onde ele mora, pros lugares que ele frequenta; 2. Ele já me chamou pra sair num sábado a tarde, para um lugar público; 3. Ninguém (dos meus conhecidos e confiáveis!) NUNCA viu a namorada/esposa dele; 4. Ele já me levou na casa dele; 5. Ele disse que tem que se segurar pra não se apaixonar por mim; 6. Ele me convidou pra festa de aniversário dele; 7. Ele sempre responde mensagem no celular; 8. Ele me chama qdo tô online no MSN; 9. Sempre chama pra sair no final de semana…

Vem cá, eu tô muito loca ou essa história tá mal contada mesmo??? O cara é um galinha e eu tô me iludindo, ou você consegue ver alguma outra explicação menos sórdida?

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Vamos lá, seu caso é complicadíssimo…
Não sei em que tipo de categoria do mundo cafajestístico o seu bofe se encaixa, porque não consigo entender todas essas atitudes tanto quanto você! A única coisa que eu sei é a seguinte: ao invés de ficar caçando provas do tal casamento dele, porque não pular fora? Ou o cara tem mesmo uma esposa, ausente, que vive viajando e aparentemente não se importa dele curtir os finais de semana livre dela ou ele mentiu pra você desde o inicio porque tem PAVOR de compromisso. Ou seja, ele age para ter o melhor que você pode proporcionar, mas, ao mesmo tempo, mantém a história que é casado, que não pode se apaixonar, se envolver… Porque não quer ter ninguém. Acho que com homem comprometido não se mexe, é complicado, mesmo que ele dê todos os sinais que prefere você à suposta OUTRA. O que voce deve ter em mente é que mesmo se não existir de fato a oficial, ele não te quer, definitivamente, como algo mais sério, porque quem quer, tem. Faz por merecer, é mais presente, corre atrás da bola.

Suma. Não mande mensagens, não aceite convites, não fique saracutiando com ele pelo bairro pra que todo mundo veja que você está super curtindo essa idéia. APOSTO que ele vai sumir. Se não, você deve colocar o cara na parede porque essa não é a postura que você gostaria que ele tivesse se ele fosse o SEU marido. E você também não é nenhuma vagabunda, ou ingênua a ponto de acreditar em tudo que ele diz e na forma que ele age. CUIDADO com esses lobos vestidos em pele de cordeiro, se é tão bom estar com você como ele diz, e ele de fato demonstra isso, por que não ESTAR DE VEZ? Por que essa história de ex?
Valorize-se! E tente aplicar o golpe no golpista… Vamos reverter esse jogo aí porque não quero mais ver uma mulher no mundo se envolver com homens misteriosos que tendem para o lado ruim da força… HAUHAUHUAHUAHUAH…

Um beijão, boa sorte e me mande noticias!

Ericka.

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Quer participar do Consultório? Envie seu e-mail para hipervitaminose.blog@gmail.com e saiba minha opinião sobre seu causo… Num dói, não! Eu garanto! =]

vale tudo.

Por amor, vale mesmo tudo?

Tem gente que mata por amor. E mata mesmo. Assassina a namorada que não queria mais o romance. Põe veneno pro cachorro comer porque não suporta vê-la amar alguém mais que talvez ame seu companheiro. Esfaqueia pai e mãe porque eles são contrários a união. E por aí vai.

Tem gente que perde os valores morais também. Faz o cara largar a família e os três filhos porque se apaixonou por ele num único beijo que o sujeito deu no Carnaval. Faz gritaria no trabalho. Expõem todo mundo, manda carta anônima, põe faixa na vizinhança. Persegue o cara, persegue a esposa do cara, persegue até a sogra do cara, que nem sabe o que está acontecendo. Gente assim pensa que é um jeito de provar para o mundo o quanto ama o sujeito. E é capaz de loucuras para chamar a atenção.

Gente assim é mais comum de ser encontrada do que você imagina.

Tem gente que, por amor, acaba com a própria vida. Se joga do prédio da universidade porque não aceitou o acordo de separação da mulher. Compra uma arma, faz carta de suicídio e deixa a porta aberta, pra todo mundo ver bastante sangue espalhado pelo chão da sala. Se mata  com a convicção de que o outro vai se arrepender por tê-lo levado à loucura. O outro, no máximo, vai ficar bastante apavorado. Se uma pessoa é capaz de tirar a própria vida, o que ela não seria capaz de fazer com ele? Por ele? Ou seja lá por quem?

Não, não vale tudo por amor.

Mas o ser humano tem essa mania de justificar nos outros a sua própria loucura.

amante.

Renée Magritte - "Os Amantes"

As amantes sempre acreditam que podem virar oficiais, é uma regra.

Nunca vi alguém se submeter a desfilar com um homem comprometido por aí sem acreditar piamente que está certa, ou, pelo menos, sem se enganar e achar que é realmente melhor que a oficial. A amante sempre pensa: “coitada, ele prefere a mim”, quando de fato ele não quer estar nem com uma, nem com outra.

E também nunca vi homem abandonar casa por mulher nenhuma. NUNCA VI MESMO. Deve existir por aí, mas é mais raro que encontrar trevo de quatro folhas no meio do matagal. Homens traem, muitas vezes, por pura sacanagem. As mulheres também. Mas a grande maioria se apaixona e é capaz de tudo; pelo simples fato de que encontrou em alguém aquilo que precisava (e não tinha em casa) naquele momento.

Homem também não aceita ser corno. Não percebe que quando isso acontece é culpa de dois, não de um. Mulher é mais complacente. Quantos e quantos casos eu ja escutei em que a mulher perdoou o sujeito para manter a honra da família? Quantas outras sabem que o cara tem outra e fazem vista grossa porque fulano nunca deixou a desejar nem na cama, nem no bolso? Inúmeras. E não posso sequer julgá-las porque nunca vivi uma situação parecida. Aliás, nessa vida, não se deve julgar ninguém. Porque só se sabe daquilo que se vive, quem vive.

Os amantes nunca pensam na humilhação do outro, nunca pensam no sofrimento do outro, nunca pensam em absolutamente nada. Porque se não há comprometimento real, também não há culpa. E tudo gira em torno das emoções, prazeres e da parte boa do que se tem. A parte má fica para os traídos, sempre. Que eu já disse qu também não são santos. Ninguém fere sem porque, mesmo que sejam os porquês mais íntimos que possam existir.

Só tenho a dizer, para amantes e seus traídos, que quanto antes o jogo acabar, melhor.

E que poucas coisas ainda fazem tão bem quanto ser fiel a um amor que se tem.

um bom escravo.

Conheci, ao longo dos meus anos de conselheira amorosa informal, uma série de bons namorados. Na verdade, quando escutamos a versão parcial de uma história de amor, sempre tendemos a culpar a outra parte por qualquer possível fracassso no relacionamento, é inevitável. Tento ao máximo ser neutra. Mas, sabe, há pessoas que são realmente problemáticas.

Tudo era bom e funcionava. Eles se viam todos os dias, se falavam todos os dias, amavam verdadeiramente um ao outro. Por ter amigos em comum era fácil sair em grupo, fazer programas animados, juras idiotas, era tudo muito simples e prazeroso como a paixão deve mesmo ser. Ele fazia de tudo para agradá-la e ela era daquelas difíceis de impressionar. Eram presentes, mimos, visitas inesperadas, o namoro ia muito bem.

Penso que quando se tem tudo que espera-se ter as coisas perdem um pouco a graça. E partindo desse pressuposto ela passou a tornar-se exigente. A vida impôs que eles já não tivessem mais tanto tempo para se ver e, assim sendo, todo e qualquer tempo livre dele deveria ser dela. Por obrigação. Nada de tocar guitarra. Nada de jogar futebol com os amigos. Se ele fosse à padaria, deveria dar um jeito de avisá-la. Se estivesse em casa, deveria estar online e dar atenção, jogos, trabalhos da faculdade, televisão… Nem pensar. Ela não gostava de dividí-lo nem com a mãe dele. Muito menos com o pai. Ela não queria mais que ele desse festas. Aqueles mesmos amigos que antes eram parcerias divertidas, agora eram concorrentes. A vida dele deveria ser dedicada à ela.

Para fazê-la feliz, bastava ser um bom escravo. Fazê-la feliz era mais importante que a própria felicidade dele em relação ao namoro. Aliás, namorar no coneito dela, resumia-se, creio eu, ao fato dele atender toda e qualquer exigência. Por mais absurda que fosse.

Ele não podia estar cansado, ter um dia ruim e pegar no sono sem avisá-la. Ela fazia birra, gritava, reclamava e sumia do planeta Terra pra ele ficar com bastante remorso por ser um namorado ruim. Por ser o PIOR namorado do mundo, aliás. E não parava por aí. Ela desistia do relacionamento a cada 5 dias. Falava pra ele se considerar solteiro pelo menos uma vez por semana. Dizia que eram incompatíveis, que não funcionavam, que ele a magoava e que nada aprendia sobre o que a fazia sentir-se mal. E ele sempre se desculpava, com ou sem razão. E corria atrás, ligava e piorava ainda mais o monstro egoísta que vivia nela.

Um dia ele cansou. Resolveu não ligar. Resolveu ignorar. E morreu de medo dela não correr atrás dele, dela querer terminar. Obviamente, esse dia durou bem pouco. A escolha, afinal, apesar dos conselhos, não era minha.

Há pessoas que não enxergam aquilo que merecem. Há pessoas que acham mesmo que podem mudar as outras pela insistência. Há quem mude. Mas acho que às vezes, para que as coisas se resolvam só é preciso ser escravo de uma pessoa. E amar a si mesmo em primeiro lugar.