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falsidade ideológica.

Falei aqui que nós mulheres somos excelentes atrizes, não falei?

Então, homens, fiquem atentos a isso.

Nem sempre aquela mulher que usa vestidinho curto, mais justo que Deus quando repartiu os pães e os peixes, é biscate. Arrisco dizer que nem sempre, quase nunca.

É claro que depende muito da faixa etária em que isso acontece. Se ela tiver cara de mãe de família e corpo de menina de 20 anos você trate de desconfiar: é uma cilada, Bino.

Não sei por que em algum momento da vida as mulheres começaram a achar bonito usar micro-mega-saia-justíssima-preta-de-vinil. Não sei mesmo. Aliás, sei sim. Porque vocês, homens, adoram. E como vocês ultimamente andam super fechados para relacionamentos sérios e nós gostamos de nos sentir desejadas, o negócio desanda. E algumas não conseguem equilibrar os atributos físico-intelectuais e partem pra guerra.

Nem sempre aquela garota que cai na noite como se fosse pra zona é a mais cachorra do mundo, mas ela gosta de se sentir assim…Observada. E ela também tem a certeza de que aproximadamente 87% dos homens em algum momento da festinha vai se aproximar dela. O mercado anda bravo, a concorrência desleal e nós, meus caros, somos sábias. Estamos cansadas de saber que machos são visuais e que basta uma alcinha de sutiã vermelha aparecendo que mil e uma histórias de amor pornográficas se materializam na mente de vocês. A mulher pode ser burra quando apaixonada, mas é uma artista na hora da caça.

O problema, no final das contas, é quando por detrás de toda essa aparente safadeza a mulher é uma virgem. Tenho amigas que são totalmente voluptuosas na balada e que nunca viram um órgão sexual masculino (pra num dizer outra coisa) nem em foto de catálogo de cueca. Passam a mensagem errada e mantém a fama de solteironas na pista, mas na hora do vamos ver… Não rola nem mão boba, elas travam. Porque o homem já chega chegando, trabalhado na má intenção.

É óbvio que também existe também o tipo contrário: a que se faz de santa, mas já deu mais que xuxu na serra. Mas daí vocês adoram e querem casar. Nada melhor que ter uma mulher “de família” pra andar de mão dada no shopping.

Quando o homem for seguro de si e te quiser de verdade você não vai ter porque mentir. Ou, pelo menos, não vai ter que ter essa conduta 8 ou 80 que eu ando vendo aos montes na mulherada.

Não é  muito mais vergonhoso ter fama de vagabunda de graça que admitir, em meio a essa sociedade podre, que vai casar virgem e prefere que seja assim? Porque os valores estão tão invertidos? Pensem bem. Virgindade e santidade são coisas diferentes. Porque a sacanagem vai muito mais além que um vestididinho curto, uma insinuação ou uma palavra baixa. Ser sensual é uma coisa, ser sexual é outra e ser vagabunda de beira de estrada, outra. Não procurem os extremos.

A gente sabe que anda difícil encontrar homem decente no mundo. O nerd bacana nunca vai chegar numa mulher bonita, inteligente, bem resolvida e difícil. Não vai. Amedronta. Agora, se a casta puritana pagar de devassa… Pode ser que encontre um cara que realmente a queira fazer feliz, porque ele não vai ter medo de tomar um fora. E se ela for mesmo interessante  – e ele, coerente –  não vai ter essa de quantos ela beijou ou esteve na cama; ele vai se importar com aquilo que ela é.

Já vi muito homem se apaixonar por prostituta, daquelas de verdade mesmo, que trabalha na noite. Então vamos parar de julgar a embalagem, atentar mais para o conteúdo e começar a viver como realmente somos?

Seria o começo de um mundo melhor.

climão.

Sou daquelas que acha que a culpa de tudo no mundo é minha.

A crise economica mundial, a crise economica da minha casa, o atraso, o bar que deu errado, o trabalho da faculdade, algum esquecimento…Tudo, absolutamente TUDO, é minha responsabilidade. Não sei relaxar. Não sei esperar as coisas se resolverem sozinhas. Vou lá, falo tudo que tenho pra dizer e fico esperando alguma palavra que seja (de preferência, consoladora…) em troca.

Me acostumei tanto ao fato de carregar pequenas cruzes que já assumo erros que nem são meus e peço logo desculpas pra não ficar com aquele gosto amargo na boca ou com o meu estômago borbulhando de tanta ansiedade; mesmo que eu saiba que esse lance de culpados e inocentes é complicadíssimo, principalmente quando falamos em amor. Amor são dois, não um. Logo, de forma geral, se um erra e cai foi porque o outro tropeçou. Num tem outro jeito.

O que me incomoda mais é algo que vai além disso tudo: o fato do outro se importar. A gente pede perdão porque realmente enxerga a nossa parcela de culpa nas situações e se importa quando o outro está magoado. Eu, pelo menos, sou assim. Só que não podemos obrigar ninguém a se importar com a gente. Mesmo que você esperneie, e o outro comece de fato a ligar praquela papagaiada toda, isso não é valido porque não é natural.

Você provocou o efeito, você foi a causa. O amor deve ser causa e efeito por si só.

Conversando com a Mari, que assim como 70% das mulheres desse país vive uma situação parecida com a minha, surgiu a teoria de que nos desculpamos não porque nos sentimos culpadas e sim porque somos superiores – e preferimos assumir logo a culpa do que levar a situação à ferro e fogo. Eu bem gostaria de dizer que sou superior, amiga, mas eu sou mesmo é AGONIADA.  Detesto um climão. Principalmente com as pessoas que eu realmente me importo.

Acho que no final tudo isso tem a ver com o quanto somos especiais para alguém e o resto é consequência. O que torna tudo isso ainda bem mais triste.

Não?

*****

Pessoal, minhas aulas começam hoje (aaahhhhh!) o que talvez torne um pouco mais difícil eu responder todos os comentários por aqui! Me perdoem? E assim que eu tiver um tempo maior, responderei a TODOS que me enviaram e-mails no Consultório, okay?

Beijão!

não depende de nós.

Uma amiga leu um livro que falava sobre a auto-estima. O autor afirmava que aquilo que sentimos em relação a nós mesmos é baseado em coisas que acontecem de verdade na vida da gente, nas nossas não-frustrações. Por muito tempo achei que auto-estima era questão apenas de ponto de vista, do modo como você encara a sua vida e as coisas ao seu redor, mas isso não necessariamente acontece. Se você trabalha, tem retorno financeiro por isso e, de quebra, é elogiado, começa a acreditar que é bom no que faz. Reação baseada num fato. Se você se relaciona com alguém, obtém um retorno positivo, uma ligação, um SMS ou coisa do tipo, acredita que agradou o outro. E passa a ser convicta de que relacionamentos valem a pena, funcionam e continua investindo para que eles dêem certo. Se não, acha que o problema está em você; é a ordem natural das coisas.  A questão é que quase nenhum aspecto da vida depende única e exclusivamente das nossas atitudes. Relacionar-se ou trabalhar não depende exatamente só de você.

Quantas vezes você já se sentiu inadequado? Perguntou por aí o que faz de errado? Por que ninguém te liga no dia seguinte, por que nenhum emprego te dá retorno, nenhum estágio funciona? Inúmeras, não? E isso tudo se aplica a muitas outras áreas da vida, aos amigos, à família, nos aspectos religiosos… Enfim, tudo no mundo é uma combinação daquilo que você faz com aquilo que os outros fazem. Às vezes, não existe um problema com você. Às vezes, foi o tempo e o espaço que não contriubuiram para que tal coisa acontecesse; a pessoa não era aquela pessoa, a oportunidade não era pra ser, aquela não era a vida destinada à você. Sim, eu sou clichê, eu acredito em destino. Na verdade, acredito em algo chamado predestinação, mas isso é assunto para outro post. O que eu quero dizer é que a sua auto-estima é mesma baseada em fatos, mas você  não deve se sentir 100% responsável pelos seus fracassos. Achar que quem luta sempre consegue e quem corre atrás sempre conquista, tem sentido. Mas não vale  se menosprezar quando as coisas não funcionam, porque NEM SEMPRE, quem acredita sempre alcança. Mas, é claro que o sol vai voltar amanhã.

E haverão ainda um sem número de chances para ser feliz. Basta não desistir.

UPDATE>>

A leitora Ana, (@ana_cherrylips) recomendou uma música que tem TUDO a ver com post! Aí vai:

o mundo ideal.

Sempre gostei de ter a opção de controlar as coisas na vida. Não conheço quem pense diferente.

Gostaria e, ao mesmo tempo, não gostaria que cada ação determinada provocasse sua reação correspondente. Que conhecer alguém e se apaixonar, significasse namorar, noivar e casar. Sem muitas dores e ressentimentos no meio. Sem muitas pessoas erradas, famílias chatas, conflitos e maiores aborrecimentos. Gostaria de ter a certeza de que, se me empenhar de verdade, estudar, estagiar e trabalhar, alcançarei o emprego dos sonhos. A vida dos sonhos. Queria que todo mundo pudesse ter sua casinha, a comida que mais gosta, um animal de estimação pra servir de consolo quando alguma coisa mínima saísse fora da linha. Mesmo que nesse meu mundo mágico nada saisse fora da linha.

Gostaria de poder estar sempre perto dos amigos quando eles se sentissem sozinhos, nem que fosse pra dar a mão. Nem que fosse pra dizer que às vezes, algumas ações geram reações não confortáveis, mas nunca ruins de fato. Queria que as inseguranças não consumissem, nem tirassem o sono, queria que não houvessem inseguranças quanto ao amanhã.

O mundo poderia ser todo certinhoo, ninguém deveria perder pai, mãe, vó nem vô. Ninguém. E todo mundo deveria ter esses entes queridos nem que fosse pra achar melhor ter nascido sozinho. Mesmo que nunca achassem coisa assim.

Dizem que nada na vida teria graça se soubéssemos desde o começo do filme o seu final. Que se tudo fosse corretinho, seria entediante. Só sentiríamos frio na barriga na montanha russa e olhe lá.

Mas num dá uma vontade, daquelas bem grandes, de mandar o mundo parar um pouquinho de ser tão independente e girar um pouco conforme os nossos desejos?

Eu adoraria.

saber viver.

Os seres humanos são os reis das cagadas. Na dúvida vão lá e pulam do precipício. Pensam, escolhem, não dormem por dias e voltam com o namorado que não presta porque acham que é o certo a ser feito. Ficam com alguém que não gostam de verdade porque têm um “compromisso verdadeiro” com essa pessoa. Amam o duvidoso. Porque, afinal de contas, o certo se for mesmo o certo vai dar certo alguma hora. E antes se arrepender de ter feito do que de não ter feito.

Não sei quem foi que disse que quando se trata de sentimentos loucos é melhor não ter razão. Aliás, sei quem disse, foi Lulu Santos. A razão em excesso é amigona do medo, e às vezes atrapalha. Mas como todos os extremos, essa máxima que habita todas as tretas amorosas modernas é tão burra quanto tentar fincar prego na areia. Se não pensar fosse a melhor maneira de se viver por que seríamos os únicos seres vivos racionais?

O problema do excesso de razão é te deixar cético. O problema do excesso de emoção é te deixar cético. No primeiro caso você passa a ignorar que as pessoas são capazes de amar. E no segundo caso, você é incapaz de pensar que elas possam ter qualquer tipo de atitude ruim.

Sou da política que as pessoas podem SIM, mudar. Pau que nasce torto, ao contrário do que fala o poeta, pode se endireitar. Mas é difícil. É complicado. E até que isso aconteça, muitas águas rolam por debaixo da ponte. São mágoas, incertezas, desconfianças… Que não são fáceis de passar por cima e esquecer. E que, quase sempre, não devem ser esquecidas mesmo.

Ao invés de ficar dando murro em ponta de faca que tal começarmos a nos amar um pouquinho? E a parar de achar que merecemos o pouco amor que recebemos?

Pra ser feliz é preciso pensar.

poderosa.

Nunca acreditei em mim.

Como muita gente, vez ou outra, eu acho, deve duvidar de si. Sempre me senti mediana, ruim em matemática, ruim em tudo. Nunca achei que escrever fosse dom. Achava que toda a pessoa, se treinasse um bocadinho, fosse capaz de passar para o papel corretamente, linha após linha, as ideias que tinha na cabeça.

Quando na escola elogiavam uma redação qualquer eu ficava feliz, mas não ligava muito. O que se extendeu até os dias de hoje. Inteligente pra mim é quem resolve todos aqueles problemas de Física e entende Química, coisas das quais eu nunca consegui entender.

Pensava em ser jornalista não porque considerava que essa era minha vocação, mas porque acreditava que não sabia fazer mais nada além disso.

Enquanto meus amigos discutiam suas aptidões e carreiras, decidiam se prestavam Engenharia ou Direito, eu já tinha lá, bem definido na minha cabeça, que queria ocupar um posto no Jornal Nacional ou que, no mínimo, ia escrever sobre as crises políticas internacionais na Folha de São Paulo.

A questão é que logo no inicio da faculdade percebi que esse mundo de coisas palpáveis nunca foi lá meu forte, eu sempre gostei mais foi de gente mesmo, sempre prestei mais atenção no lado emocional que racional de todas as coisas na minha e na vida alheia.

Foi daí que entre ser uma literata sem muito futuro e ser uma designer apaixonada eu optei pelas artes. E hoje, apesar de ter muita certeza que amo a profissão que escolhi, não tenho muita convicção se é pra isso mesmo que eu sirvo. Dá pra entender? A gente precisa encontrar nosso lugar no mundo para que as coisas funcionem direito.

Escrevi na contracapa de todas as minhas agendas até os meus 16 anos a seguinte frase: “Quem sabe o que quer e onde quer chegar encontra os caminhos e o jeito certo de caminhar.” Hoje, no bar, me lembraram dessa máxima de vida sem nem nunca terem tido acesso a quaisquer que fossem essas agendas, me lembraram que é preciso que eu acredite em mim e tenha um plano. Se eu mesma não acreditar que sou boa em algo, como vou me impor? Como vou convencer os outros de que sou capaz de ser muito além do que se vê por meio das coisas que eu escrevo, desenho e tudo o mais?

Não basta sonhar, é preciso ter um plano. E ultrapassar alguns obstáculos que a gente insiste em dizer que estão pela vida, mas que se prestarmos bastante atenção, estão dentro da gente.

para o plano superior…

Deus,

Dizem que devemos conversar diretamente com o Senhor, sem muitas formalidades. Como escrevendo me expresso melhor que falando, resolvi encaminhar a cartinha de Natal do Papai Noel pra você, já que quem manda no pedaço é mesmo a sua pessoa.

Estou escrevendo já sem esperanças de ser atendida, porque há tempos ando me sentindo meio ignorada pelas forças superiores. Não estou reclamando, hein? Antes que você fique ofendido. Minha vida está ótima, sou muito feliz, aliás, obrigada por tudo. Mas, obviamente, se escrevo para te fazer pedidos é porque não estou, assim, tããããão satisfeita. Nunca estamos satisfeitões, aliás, e o Senhor sabe bem disso.

No ano de 2011 gostaria de ganhar de  presente um emprego para me sentir um pouco mais útil no mundo. E que com esse emprego eu consiga me sustentar em São Paulo e tirar a minha carta de motorista assim que puder. E já que é pra extrapolar no pedido, vou especificar um pouco mais: quero trabalhar com algo que eu realmente goste e que, de preferência, eu faça com amor.

Registro aqui que quero continuar sendo conselheira dos meus amigos, não me destitua desse cargo. Mas também gostaria de ter coisas boas pra contar em outras áreas além dos assuntos do coração.

No campo material, primeiro o Senhor pode mandar um notebook. Cansei de chorar pelos enfartes do meu. Depois, uma câmera digital semi-profissional não seria nada ruim (perceba que por aqui não trabalhamos com pedidos humildes). AHH! Um Iphone e uma tablet fariam da minha vida assim… PERFEITA! Mas não são exatamente necessários…

Por fim, vou agradecer pela vida de algumas pessoas, citando nomes mesmo (que eu lembrar, né?) e por mais tantas outras que o Senhor sabe que fizeram da minha vida muito muito especial no ano de 2010:

Fabi Mesquita, Carla Maia, Paula Miguel, Carolina Bertolucci, Carine Caitano, Ana Rebeca Sales, Diego e Felipe Zamana, Rosangela Soler, Maria Martha, Marta Vianna, Renata Guardia, Letícia Rodrigues, Daniel Negrão, Mariana Bailão, Nathália Melzer, Maurício Mascia, Tarsila Valério Torres, Laila Mancilha, Fernanda Beltran, Juliana Ferreira, Thaiza Simal, Thaís Hashimoto, Priscila Ferreira, Daniel Heilbrun…

E toda à família Tamashiro e seus agregados!

Acho que é só!

Com carinho,

Ericka Rocha.