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pra game.

Fui solteira, nessa minha vida toda aí, por uns 6 meses, no máximo. Tô falando assim, de verdade, sozinha e pá, na pista, pegando um, dois, três, sem apego nenhum. Okay, vai, só fui solteira desse jeito uma ÚNICA vez e às vezes, só ÀS VEZES me bate um arrependimento de ter vivido tanto coisa imbecil junta. Mas foi um mal necessário para evoluir.

Tinha pra mim que essa coisa de pegar geral sem a intenção real de ficar com ninguém era coisa de vagabunda, mas quando tudo rola na vida da gente nada mais parece assim…Imoral. Nenhum vestido é tão curto, nenhum porre é tão vergonhoso, nenhum homem é completamente impegável.

Eu sei que você deve estar aí boquiaberta (ou boquiaberto) com as minhas palavras, agradecendo por eu ter encontrado um bom namorado, Jesus Cristo, decidido parar com a vida de pomba gira, mas CALMA MEU POVO. Também num fui tão doida assim. Fui doida pro meu nível de vida, era viciada em relacionamentos. Mesmo. Não vejo e naquela época também não via sentido NENHUM em sair por aí fazendo merda. Mas eu precisava fazer. Pra me libertar dos meus próprios preconceitos.

Tinha namorado tanto, me dedicado tanto, que já não sabia mais o que eu queria. Como eu era, do que gostava, o que eu não desejava pra mim. Até a loucura, com certa moderação, faz bem. Se é que isso existe.

Só sei que após sair de balada todos os finais de semana de janeiro à agosto eu me apaixonei de verdade. E aí é que foram elas.

Sou convicta de que em algum momento da existência humana as pessoas devem ser assim… Avulsas. Não digo sozinhas, porque solidão é muito triste. Soteiras, apenas. Permitindo-se olhar pro lado, pra frente, paquerar no trânsito, no supermercado, no ônibus, no bar, permitindo-se  ser seduzidas. Sem medo do que os outros possam dizer. Até porque os outros não tem nada a ver com a sua vida mesmo e, de qualquer maneira, é bom sentir-se vivo. Saber que pode conquistar, que não é um coitadinho solitário, que o problema era com o ex e não com você. Que o cabelo tava mesmo horroroso e precisava de um corte, que as suas pernas são mesmo lindas e devem mais é circular por aí de mini-saia.

Não, você não deve tornar-se uma pessoa vulgar. Não, você não deve pegar qualquer traste que encontrar. Você precisa apenas exercitar ser você. E gostar de você. E ter a confiança de que nessa vida só se vira uma velha assombrada com 10 gatos em casa se quiser.

Porque quando a gente deseja brilhar, é fácil.

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